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05 Março de 2018 | 17h08 - Actualizado em 06 Março de 2018 | 07h57

Jornalistas têm sido divididos para alguém reinar - diz Ismael Mateus

Luanda - Os jornalistas têm sido divididos para que alguém possa reinar e, para se pôr fim a essa realidade, é necessário que os profissionais se filiem ao sindicato afirmou, segunda-feira, em Luanda, o jornalista Ismael Mateus.

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Ismael Mateus, prelector da palestra sobre o jornalismo em Angola

Foto: Lino Guimaraes

Durante uma palestra, na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), sob o tema "A auto-regulação e sua influência na qualidade do jornalismo", Ismael mateus considerou que “o jornalismo está a ser fragilizado por grupos económicos que compram jornais, rádios e televisões e despedem a maior parte dos profissionais, utilizando, apenas, um jornalista a trabalhar nos três órgãos de Comunicação Social e ganha somente uma vez e não três salários”.

Sublinhou que os jornalistas não estão organizados, dado que muitos dos profissionais não estão inscritos no Sindicato da classe (SJA), e os poucos inscritos não pagam as suas quotas, apenas se recordam da existência do sindicato quando já têm problema por resolver. "Todo o profissional da Comunicação Social deve estar associado à sindicância", vincou.

Recordou que, desde 1992, ainda não se criou a Carteira Profissional dos Jornalistas e muito menos o Código de Ética, sendo assim, não há nenhum critério para avaliar se o profissional está preparado para ser jornalista ou não.

Por outro lado, Ismael Mateus criticou que “muitos chefes de redacções não convencem os jornalistas, são nomeados por amiguismo e não por competência. Não se pode pedir profissionalismo ao jornalista quando o chefe de redacção não sabe quase nada. E também um administrador ou director do Gabinete de Comunicação e Imagem de uma instituição não pode ler noticiários ou ser o rosto da televisão ou rádio, porque senão, não haverá transparência nas notícias a serem publicadas”, disse.

Acrescentou que os jornalistas devem criar, sempre, Conselhos de Redacção em cada órgão de Comunicação Social, para o seu melhor funcionamento.

“A auto-regulação também tem a ver com os nossos comportamentos, o modo como nos relacionamos com as fontes. É impossível ter isenção, quando se torna amigo da fonte que, às vezes, oferece bens materiais ao jornalista, como casa, carro e dinheiro”, frisou.

Durante a palestra, o secretário-geral do "SJA", Teixeira Cândido, apresentou o relatório sobre o comportamento da mídia durante as eleições gerais de 2017, afirmando que as Rádios Nacional de Angola (RNA), Despertar e MFM, a Televisão Pública de Angola (TPA) e TV Zimbo, foram os órgãos que prestaram péssimo serviço, em termos de cobertura, Já o Jornal de Angola e a Rádio Eclésia, foram os melhores, por terem tratado os partidos políticos em pé de igualdade.

“A Rádio Despertar prestou um serviço péssimo durante as eleições, por ter dedicado 90 porcento do tempo ao partido UNITA, a RNA, a MFM, a TPA e a TV Zimbo, também tiveram um trabalho horrível, por terem feito 40 a 50 porcento do tempo de informação ao MPLA, e aos demais partidos concorrentes, no caso a UNITA,a CASA-CE,o  PRS, a FNLA e a APN, com um escasso de tempo, de 20 a 10 porcento”, lamentou.

Teixeira Cândido reconheceu que a imprensa pública melhorou, significativamente, em termos de cobertura e divulgação das notícias, desde o mês de Agosto de 2017 até ao momento, comparativamente ao período anterior, em que não havia maior abertura da imprensa.

O sindicato promove na terça-feira, na União dos Escritores Angolanos, uma reflexão, sob  o tema “De que jornalismo precisa a nossa democracia"”, com base na relação entre o poder político, a imprensa e a sociedade.

No próximo dia 28 de Março,  o "SJA" vai completar 26 anos de existência.

Assuntos Angola  

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