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11 Julho de 2018 | 13h53 - Actualizado em 11 Julho de 2018 | 13h53

Polícia apresenta supostos assassinos de Carlos de Oliveira

Luanda - Três cidadãos angolanos, acusados de terem morto a tiro Carlos Albano de Oliveira, no dia 24 de Junho, no interior da sua residência, no bairro Mundial, município do Belas, foram apresentados hoje (quarta-feira), em Luanda, à imprensa pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

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Logotipo da Polícia Nacional

Foto: Google/Divulgação

Para além dos supostos assassinos terem morto o homem, violaram sexualmente a esposa da vítima na presença dos filhos menores. Inicialmente Carlos de Oliveira foi atingido com uma bala e reagiu quando viu a esposa a ser violada, e em função da sua atitude um dos marginais efectuou o segundo disparo, causando a morte do indivíduo.

Com a detenção dos três suspeitos, o SIC conseguiu esclarecer 20 outros crimes praticados pelo mesmo trio, onde constam os roubos seguidos de violações sexuais, inclusive a menores de idade.

Em declarações à imprensa, o director do gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da delegação provincial do Ministério do interior, Mateus Rodrigues, referiu que os detidos confessaram que circulavam, de forma ocasional, pelo bairro e pelas características da residência elegeram a mesma para o cometimento do crime.

Quanto aos grupos criminosos supostamente de nacionalidade congolesa que realizam actos delituosos no município do Cazenga, o intendente disse que em função dos relatos criminais naquele município, a Polícia Nacional está a fazer um trabalho para repor a ordem e tranquilidade.

Durante a operação, realizada entre 21 de Junho até 10 deste mês, o SIC deteve 75 cidadãos suspeitos da prática de crimes diversos, com destaque para o roubo de viaturas, motorizadas, valores monetários, burla, falsificação de moeda estrangeira, violações sexuais e posse ilegal de arma de fogo.

Foram apreendidas 24 armas de fogo de diferentes calibres e recuperadas 11 viaturas, das quais duas foram já entregues aos respectivos proprietários.

Questionado sobre as acusações da família de Lucas Chivukuvuku, Mateus Rodrigues referiu que não há o que comentar, “são factos, a polícia apresentou uma informação e estão a contrapor a informação da Polícia. É um pouco estranho, porque os familiares não são peritos criminais”.

Segundo o oficial, a interpretação do resultado de investigação criminal cabe a peritos criminais e a Polícia Nacional já passou o caso para o Ministério Público.

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