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06 Setembro de 2018 | 21h26 - Actualizado em 06 Setembro de 2018 | 21h26

Religiosos advogam rigor na aplicação da lei de liberdade de religião

Huambo - Lideres religiosos da província do Huambo advogaram hoje, quinta-feira, a necessidade de mais rigor na aplicação da futura lei da liberdade de religião, consciência e de culto, para permitir combater a proliferação de igrejas no país.

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Ouvidos pela Angop, na sequência da apreciação, a semana passada, da proposta desta lei, na reunião ordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, os mesmos condenaram a proliferação religiosa no país.

O arcebispo católico dom José de Queirós Alves é de opinião que o governo autorize, somente, igrejas cuja doutrina auxilie as pessoas na busca de valores humanas e respeite a sociedade humana, bem como as instituições do Estado.

Segundo o líder máximo da igreja católica nesta região, muitas igrejas em Angola não orientam o homem para Deus e criam grandes dificuldades para as pessoas nas suas vidas, aprisionando a consciência de seus membros que depois ficam impossibilitadas de sair desse círculo.

Já o secretário da Convenção Baptista de Angola, pastor Martinho Sequesseque, considerou haver uma anarquia grande na forma de ser de muitas igrejas que funcionam à margem da lei, desvirtuando a sã doutrina e acelerando a perda de valores morais e cívicos na sociedade.

Lamentou o facto de muitas destas igrejas funcionarem em locais indecentes e ser lideradas por pessoas sem o mínimo de formação teológica, sendo que, segundo ele, em muitos casos os lideres nem sequer o ensino básico frequentaram.

Para o presidente da Igreja Adventista do 7º Dia na União Sudoeste de Angola, pastor Manuel Pacheco, maior parte das igrejas ilegais apegam-se em princípios filosóficos para desviar e enganar as pessoas com falsas promessas, como cura divina e obter lucros fáceis.

Lembrou que estas filosofias, que visam extorquir dinheiro dos membros, não têm fundamento bíblico e estão a deixar a população mais pobre ainda, material e espiritualmente.

Estima-se que na província do Huambo existam cerca de 120 igrejas ilegais, na sua maioria proveniente do Brasil e da República Democrática do Congo, cujas práticas têm sido reiteradamente reprovadas pela sociedade.

Assuntos Província » Huambo  

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