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14 Setembro de 2018 | 13h44 - Actualizado em 14 Setembro de 2018 | 13h44

Ganda regista aumento de casos de malária

Ganda - Onze mil e 626 casos de malária foram registados de Junho a Agosto deste ano, no município da Ganda, província de Benguela, mais cinco mil 814 em relação a igual período anterior, dos quais 16 resultaram em óbito.

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Benguela: Município da Ganda

Foto: clemente dos santos

A informação foi prestada hoje, sexta-feira, à Angop, pelo director da repartição municipal da saúde da Ganda, Albano Weia, justificando que o aumento de casos deveu ao surto epidémico que assola a localidade desde o ano transacto, por falta de saneamento básico e de meios de prevenção da doença no seio das comunidades.

Albano Weia assegurou que, trabalhos de educação e aconselhamento das comunidades para o reforço das medidas higiénicas individual e colectivas estão a ser desenvolvidos pelo sector que dirige, para prevenção desta e de outras patologias.

Referiu que a malária, diarreias agudas, febre tifóide, parasitoses e a sarna, são nos últimos tempos, as doenças mais frequentes na região.

O responsável disse que a falta de acesso à água potável por mais de 75 por cento da população local e de cuidados primários de saúde, está na base do aumento, também, das doenças diarreicas.

O director disse que o sector possui uma rede de 31 unidades sanitárias nas comunas da Babaera, Chikuma, Casseque e Ebanga, dos quais um hospital municipal, seis centros médicos, três materno infantil e 21 postos de saúde espalhados por igual número de povoações.

Albano Weia advogou a necessidade de construção de 24 postos para cobertura sanitária no município, onde alguns moradores de determinadas povoações percorrem mais de 30 quilómetros/dia a procura de assistência médica/medicamentosa.

Recentemente, referiu, o sector da saúde do município foi reforçado com 14 médicos de clínica geral, que foram distribuídos pelas comunas da circunscrição, para aproximação dos serviços de assistência às populações, precisando-se do reforço de médicos especializados nas áreas de pediatria, ortopedia, ginecologia e demais.

O sector da saúde possui actualmente a nível do município 140 técnicos de saúde, considerado insuficiente para cobertura total da rede sanitária, faltando pessoal de diagnóstico terapêutico nas especialidades de farmacologia, estomatologia, fisioterapia, analistas clínicos.

Lamentou os atrasos na conclusão das obras de reabilitação do hospital local desde 2011, factor que condiciona a criação de um bloco operatório e outros departamentos.

O hospital municipal possui uma morgue com três gavetas, que já não atende a demanda.

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