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10 Outubro de 2018 | 17h35 - Actualizado em 10 Outubro de 2018 | 17h17

Ministro quer imprensa que valorize boas práticas

Lubango - A imprensa angolana precisa imprimir nova atitude na prática de comunicar, que passe por valorizar as boas práticas, criticar de forma factual e objectiva, assim como denunciar o vandalismo dos bens públicos, defendeu hoje, no Lubango, Huíla, o ministro da Comunicação Social, João Melo.

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Ministro da Comunicação Social, João Melo

Foto: Morais Silva

Ao dissertar o tema “A verdadeira função do jornalista”, numa palestra dirigida a profissionais da área e estudantes universitários de comunicação, o governante reconheceu que nesta nova fase que o país vive há um ano a imprensa tem contribuído para melhorar a vida dos angolanos, mas é preciso começar-se a pensar em outras atitudes, para que esse momento se consolide. 

Referiu que o primeiro papel que competia à imprensa pública, neste primeiro ano da nova liderança, “já foi cumprido”, pelo que afirmou ser preciso entrar num novo ciclo, em que se deve ajudar a mobilizar a sociedade para resolução dos problemas sociais.

Para o ministro João Melo, “esse novo ciclo” deve valorizar as boas práticas, indo atrás de “bons exemplos”, para que se repliquem. Apelou aos órgãos de Comunicação Social a criticarem, mas de forma factual e objectiva para melhorar a governação.

Admitiu que, na última década, a imprensa, sobretudo a pública, "mostrava um país de fantasias” e hoje sabe-se “que não era” bem assim.  

“Os jornalistas são uma espécie de confraria global, tendem a ter os mesmos pontos de vista e algumas dessas tendências globais nos afectam todos os dias, como confundir o jornalismo com activismo ou o jornalista com um justiceiro. Uns estão a optar por ataques sistemáticos a pessoas e instituições, outros ainda vão para o opinativo, pensam que sabem tudo. Vivemos numa espécie de império de opinião, mesmo sem ter dados. Isso empobrece o jornalismo”, ressaltou.

Adiantou que hoje também se confunde o jornalismo com as redes sociais, considerando que nessa última não há contraditório, pois o blogueiro nem sempre é jornalista, mas são essas as tendências que circulam e acabam por “contaminar” a postura da media profissional.

Referiu que o Departamento Ministerial por si tutelado está a criar as condições para um sistema de comunicação aberto e plural, para que o exercício da profissão seja executado de acordo com as “boas práticas profissionais”, independentemente das linhas editoriais. 

A palestra, que reuniu quase cem pessoas na mediateca local, enquadrou-se no lançamento do primeiro jornal regional “Ventos do Sul”, sob tutela da Edições Novembro, que vai abordar temáticas da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango.

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