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10 Janeiro de 2019 | 05h48 - Actualizado em 10 Janeiro de 2019 | 12h55

Atraso na construção da nova captação compromete abastecimento de água à Ndalatando

Ndalatando - O atraso na implementação do projecto de construção da nova captação de água no rio Lucala, no município com o mesmo nome, está a comprometer o abastecimento à Ndalatando, capital da província do Cuanza Norte, anunciou quarta-feira, nesta cidade, o técnico do Gabinete provincial de Infra-estruturas, Troem Silvestre Zangui.

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Troem Zangui falava durante a primeira visita de campo do novo governador do Cuanza Norte, Adriano Mendes de Carvalho, à algumas infra-estruturas sociais, momentos depois da sua apresentação aos membros do governo e da sociedade civil.

O ex-chefe do Departamento Provincial de Águas disse que o projecto, da responsabilidade do Ministério da Energia e Águas, visa fazer face "às enormes dificuldades registadas no fornecimento de água à Ndalatando e foi apresentado às autoridades locais, em Setembro de 2016, mais que até ao momento não há nenhuma informação sobre a sua implementação".

O mesmo contempla a construção de uma captação no rio Lucala, estação de tratamento de água na vila com o mesmo nome, a 34 quilómetros de Ndalatando e uma conduta adutora.

Presentemente, o abastecimento de água à Ndalatando é garantido pelas captações instaladas no rio “Mucari” e na fonte do “monte redondo”, cujos caudais têm-se mostrado insuficientes para dar resposta à necessidade de consumo da população.

Ambas as fontes produzem actualmente 46 litros/segundo de água em épocas de chuvas, volume que tem reduzido para 32 litros/segundo, em períodos de estiagem, factor que tem estado a causar enormes transtornos no abastecimento regular às populações.

Troem Zangui explicou ao governador Adriano de Carvalho que esta situação tem prejudicado o fornecimento deste líquido, principalmente às  zonas mais altas da cidade e onde chega com  apenas duas horas de abastecimento.

Na ocasião, o vice-governador do Cuanza Norte para o sector Técnico e Infraestruturas, Mendonça Luís, disse à imprensa que em 2018 foi lançado um concurso público de adjudicação das obras de construção do referido projecto.

Referiu que o mesmo processo está a ser conduzido pelo Ministério de Energia e Águas que neste momento deve estar a finalizar os procedimentos administrativos para o apuramento do vencedor do referido concurso de licitação e divulgação dos termos de referência do mesmo.

Sublinhou que para assegurar o abastecimento à cidade a empresa provincial de água tem vindo a fazer o fornecimento intercalado dos bairros, de modo a distribuir a pouca água que é produzida pela captação do Mucari.

Esclareceu que a produção actual de água para a cidade ronda os 42 litros/segundo contra os 96 litros/segundos da capacidade instalada, para uma população de perto de 60 mil habitantes.

Actualmente a cidade é habitada por 168 mil, 832 habitantes segundo resultados definitivos do Recenseamento Geral da População e da Habitação de Maio de 2014 (RGPH).

Durante a sua visita de campo, Adriano Mendes de Carvalho visitou um dos locais propostos para a construção da nova captação de água para Ndalatando no rio Lucala, a actual captação do rio Mucari, a 15 quilómetros da cidade, a Estação de Tratamento de Água e a nascente da Santa Isabel, localizada no bairro Miradouro.

Nesta nascente, que até 2009 também servia de abastecimento à cidade, o governador constatou com desagrado o desperdício deste líquido proveniente de um dos reservatórios da mesma fonte, numa altura em que milhares de populares enfrentam dificuldades no abastecimento de água.

A fonte foi entregue, em 2009, a empresa “Águas Cristalinas do Cuanza Norte” que instalou no local uma fábrica de produção de água mineral, paralisada desde 2017 por razões financeiras.

O governador disse que a construção da nova captação de água para Ndalatando vai estar entre as prioridades da sua governação, pelo que vai solicitar ao ministério de tutela a viabilidade para a implementação do mesmo projecto.

 O mesmo lamentou o facto de a província dispor de um enorme potencial hídrico e ainda assim a população continuar a debater com problemas graves no abastecimento de água.

 “Olha para este caudal (do rio Lucala) tão bonito. Para onde vai essa água? Passa por aqui vai ao Kwanza e posteriormente ao mar, então porquê não aproveitarmos?”, indagou o governante.

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