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12 Fevereiro de 2019 | 12h01 - Actualizado em 12 Fevereiro de 2019 | 12h00

Afogamentos em praias proibidas aumentam em Luanda

Luanda - Pelos menos 17 pessoas morreram afogadas, em Luanda, em praias proibidas para banhistas, desde o principio do corrente ano, mais cinco mortes em relação ao mesmo período de 2018.

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Banhistas na praia da Ilha do cabo, Luanda

Foto: Rosário dos Santos

A maior partes das vítimas são homens, com destaque para os adolescentes e jovens.

O porta-voz do comando provincial do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Minguês, disse à Angop que as praias foram proibidas para banhistas por serem zonas que sofreram  escavações, possuem rochas ou resíduos de construção civil no fundo.

Como exemplo apontou o incidente, ocorrido no último fim-de-semana, em que um banhista sofreu um traumatismo craniano e perdeu a consciência depois de ter mergulhado na praia da Chicala-1 (Ingombota) e batido com a cabeça em uma placa de betão que se encontra no fundo do mar.

Faustino Minguês fez saber que algumas das placas que sinalizam o perigo são vandalizadas por desconhecidos e outras derrubadas com o tempo, mas são imediatamente repostas pelo SNPCB, Capitania do Porto de Luanda, administrações municipais e distritais.

Acrescentou que a intenção da retirada dessas placas fixadas em praias proibidas é o da utilização destes locais por parte dos banhistas.

 Por este facto, o responsável reitera o apelo aos banhistas no sentido de respeitarem as placas de sinalização e orientações dos mergulhadores do projecto Praias Seguras de Angola (PSA).

De acordo com o responsável, os banhistas não devem tomar banho em locais proibidos pelas autoridades marítimas, se não souber nadar devem evitar as praias cuja profundidade esteja acima da cintura.

Na última época balnear, os bombeiros registaram 143 afogamentos, mais 31 com relação a 2017,  e 88 banhistas em eminência de afogamento foram salvos, mais quatro casos em relação a época anterior.

Grande parte dos afogamentos ocorreu nas praias do Ponto final, parte sul do Jango veleiro (Ingombota), Por do Sol, bem como as localizadas na zona sul da província de Luanda, nos chamados quilómetros (Belas).

Na província de Luanda existem 57 praias, e metade estão sinalizadas como sendo impróprias para banhistas.

Em Luanda estão autorizadas para os banhistas as praias da Língua, Jembas , parte d Por do Sol, Cepa, Rocha das Mangueiras e Mussulo Centro, Generais ( Talatona) Ramiros parte dos quilómetros (Belas)  Praia Amélia (Samba), Jango Veleiro, Marinha de Guerra, Tamariz, Rotunda da Floresta (Ingombota) e Vila sede (Cacuaco).

As zonas proibidas e mais frequentadas são a área do Farol Velho e zona sul do Jango Veleiro (Ingombota), Praia Mitcha e parte do Pôr-do-sol e Rua 11 (Talatona), Museu da Escravatura e Quilómetros (Belas), das Lagostas (Sambizanga), CEFOPESCA e Boca do Rio (Cacuaco).

A época balnear começa a partir de 15 de Agosto e encerra a 15 de Maio.

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