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07 Novembro de 2019 | 16h18 - Actualizado em 07 Novembro de 2019 | 16h36

Aldeia de Katchimbaca reergue-se de estragos da chuva

Chinguar - Quinze famílias da aldeia de Katchimbaca, comuna do Cutato, 119 quilómetros a Sudoeste do Cuito (Bié), desalojadas há dias pela chuva torrencial acompanhada de granizo, reerguem-se já dos estragos.

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Chuva deixa famílias desabrigadas

Foto: Leonardo Castro

Segundo constatou a Angop, hoje (quinta-feira), os habitantes encontram-se engajados na reposição das chapas removidas de 15 casas na sequência da chuva e ventania e, noutros casos, o levantamento de paredes.

As casas afectadas são de material rudimentar (adobes, capim e algumas que estavam cobertas de chapas), assim como uma escola de quatro salas de aulas, também de adobes, que ficou sem o tecto. O número de alunos afectados não foi avançado.

Habitantes da região relataram que a chuva, jamais registada na região, afectou igualmente as culturas e provocou a morte de animais domésticos (galinhas e porcos), um dos principais sustentos das mesmas.

Falando à Angop, o cidadão Joaquim Sansonjo, que se encontra actualmente ao relento, face a destruição parcial da sua residência, explica que o granizo dissolveu apenas cinco dias depois das chuvas, que ocorreram durante todo o dia 29 de Outubro.

Já Malaquias Ndavoca, que viu igualmente a sua casa destruída, procura devolver o conforto à família, com a busca de troncos arrancados em árvores e outros materiais rudimentares, para o recomeço da vida. 

Além da residência, contou, a chuva devastou ainda a sua lavra, estragando as culturas de milho, feijão, ervilha e batata-rena, deixando-lhe prejuízos avaliados em mais de 200 mil kwanzas.     

O camponês solicita ao governo apoios com fertilizantes e diversos tipos de sementes para o recomeço da produção, para continuar a garantir alimentação da família e o comércio dos produtos.

O administrador comunal do Cutato, Sebastião Satchilombo, disse que situação de género aconteceu apenas em 1995, na aldeia de Lunundo, município do Catchiungo, província do Huambo, onde chuva semelhante se abateu e o granizo levou três dias para se dissolver.

Avançou que a população precisa, com a máxima urgência, de chapas de zinco, alimentação, roupas e imputs agrícolas, uma vez que sobrevive do campo.

Por seu turno, o administrador-adjunto do Chinguar para o sector Político, Social e das Comunidades, Silvano Mucanda, assegurou que está criada uma comissão para junto do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros proceder a entrega, ainda esta semana, de pelo menos 120 chapas de zinco às famílias mais carenciadas.

Quanto a alimentação, Silvano Mucanda disse com relação a cesta básica, a Administração Municipal do Chinguar não dispõe de produtos suficientes para o efeito.

O responsável enfatizou que esforços vão ser desenvolvidos para a rápida recuperação do imóvel, a fim de garantir a continuidade das aulas e a realização dos exames finais.

Assuntos Chuvas   Província » Bié  

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