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30 Novembro de 2019 | 13h34 - Actualizado em 30 Novembro de 2019 | 16h16

Governo descarta institucionalização do idoso

Luanda- A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Inglês Alves, afirmou hoje, sábado, em Luanda, que o governo descarta a institucionalização da pessoa idosa, uma vez que devem permanecer nas famílias, beneficiando do carinho conforto, protecção, diversão e recompensa por tudo quanto já fizeram.

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A governante fez este pronunciamento no acto comemorativo em alusão ao Dia Nacional da Pessoa Idosa, tendo sublinhado que a instituição leva a cabo "o Projecto Jango de Valores", com acções de sensibilização em torno da moralização das famílias e da sociedade, onde o idoso ocupa um espaço privilegiado.

Enquanto departamento ministerial, disse, propõe em continuar a trabalhar para maior eficácia dos programas e projectos, visando a prevenção, protecção, promoção e a inserção social da pessoa idosa na sociedade.

Faustina Inglês Alves afirmou ainda se pretende que todos os idosos dediquem o seu tempo no incansável contributo para a promoção de valores éticos, morais, culturais e patrióticos e que as suas experiências entre o passado, presente e futuro constituem uma legado para as novas gerações.

De acordo com a ministra, o governo, preocupado com a qualidade e esperança de vida dos angolanos, colocou no centro da sua agenda o desenvolvimento humano e bem-estar, como o eixo número do Programa de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018/2022), sobre decretos que aprova a política para a pessoa idosa e a estratégia da política nacional da pessoa idosa com avanços significativos.

Augura ver invertido o actual quadro, onde os idosos são maltratados, abusados sexualmente, acusados de feitiçaria, abandonados, privados dos seus direitos e muitas vezes sacrificados pelos insucessos dos seus parentes.

O dia nacional do idoso decorreu sob o lema " Pela valorização da pessoa idosa, unamo-nos na moralização da família e da sociedade" , visando sensibilizar todos para as questões do envelhecimento e da necessidade de proteger e cuidar a população idosa e juntou representantes do Uíge, Moxico, Namibe, Huambo,  Bié, Lunda Sul, Bengo.

A ministra referiu igualmente a necessidade de o sector da educação a jogar um papel fundamental na instrução dos alunos e estudantes para a valorização da pessoa idosa.

Catarina Manuel João, de 63 anos de idade, destacou as peripécias que essa franja da sociedade tem passado, concernente ao abandono pelos familiares mais próximo, violência verbal, física, sexual e psicológica a que tem assistido diariamente.

Afirmou que, para o sucesso dessa missão, é eesencial contar com os parceiros da sociedade civil, autoridades tradicionais, igrejas, fazedores de opinião, artistas, jornalistas, compositores, incutindo a fraternidade e a boa convivência, tendo como centro da atenção o idoso.

Já Domingos Paulo Simão, de 70 anos, apontou a marginalizarão, falta de afecto, amor ao próximo, violência e trabalhar para a sua sustentabilidade até ao dia da sua morte, como que tem estado a preocupar os idosos.

Acrescentou que o governo por intermédio do MASFAMU e lares de terceira idade tem feito algo para manter viva e saudável, acção que deve contar com a sociedade civil.

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