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08 Dezembro de 2019 | 11h00 - Actualizado em 08 Dezembro de 2019 | 15h23

Huíla acolhe Congresso Internacional de Educação Inclusiva

Lubango - A cidade do Lubango, província da Huíla, acolhe de 10 a 13 do mês em curso, o I Congresso Internacional de Educação Inclusiva (CIEI), que visa analisar a educação na primeira infância como alicerce de optimização do desenvolvimento sustentável.

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Huíla: Mariana Teixeira - directora-geral-adjunta do ISPI

Foto: Morais Silva

O certame, que decorre sob o lema “superar a inclusão social através de práticas pedagógicas e colaborativas”, é uma iniciativa do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), do Gabinete Provincial da Educação e do Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI), e vai juntar 300 professores do ensino primário, pais e encarregados de educação.

Em declarações à Angop, o director do ISCED/Huíla), José Luís Alexandre, disse que o evento visa reforçar a troca de experiências entre profissionais, técnicos, pais e encarregados de educação, como fonte de incremento de práticas educativas inclusivas.

Adiantou que o programa prevê, igualmente, a realização de uma mesa redonda sobre “as adaptações curriculares, as dificuldades dos professores e a organização das rotinas”.

Destacou a pertinência da actividade, por congregar especialistas nacionais e estrangeiros, em matéria de educação inclusiva, como desafio que se impõe na formação de pessoas com necessidades especiais.

Para a directora do ISPI para a área científica e pós-graduação, Mariana Teixeira, o evento é uma mais-valia para os profissionais da classe, já que as instituições do ensino superior têm um papel imprescindível na formação dos professores primários em matéria de inclusão social.

Reforçou que a integração social de crianças com necessidades especiais pressupõe, por um lado, a sua própria inserção no ensino escolar e, por outro, a inclusão social, ou seja, o acesso destas à escola.

“As instituições do ensino superior têm o dever de formar os professores, para que saibam usar as melhores metodologias de formação do cidadão e consigam reconhecer as pessoas com necessidades educativas especiais”, frisou.

Temas ligados ao percurso histórico do processo de inclusão escolar na Huíla, perturbações da hiperactividade e défice de atenção, adaptação do conteúdo curricular como prática pedagógica inclusiva (por vídeo conferência), políticas e práticas pedagógicas nas escolas (experiência), práticas pedagógicas inclusivas e a colaboração intersectorial como chave para a inclusão social, serão debatidos durante os quatro dias do evento.

No presente ano lectivo foram identificados 2.594 alunos com deficiências físicas e motoras,  sendo 83 na iniciação, 1.390 no ensino primário, 818 no I Ciclo do ensino secundário e 303 no II Ciclo do ensino secundário, nas 196 escolas públicas e privadas existentes na província, inclusive no ensino especial.

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