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08 Dezembro de 2019 | 07h56 - Actualizado em 08 Dezembro de 2019 | 18h45

Tômbwa assinala 165 anos com olhos postos no turismo

Tômbwa- Com os olhos postos na afirmação do turismo, o município do Tômbwa assinala hoje, domingo, 165 anos desde a sua fundação.

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Porto Pesqueiro do Tômbwa

Foto: Escrivão

Fundada a 8 de Dezembro de 1854, pelo Major Português Marcelino Norberto Rudzcki,

Com a designação de Angra das Aldeias, a cidade passou, em 1981, a chamar-se Tômbwa, nome derivado de uma das línguas nativas locais, expressão usada para designar a planta Welwitchia Mirabilis que se encontra espalha por todo o deserto deste município.

Com uma população estimada em mais de 50 mil habitantes, ostenta uma composição etnolinguística diferenciada, com particular realce para os Hereros, povos que têm como principal actividade a pesca artesanal, pecuária e agricultura de subsistência.

Promoção do turismo

A administração municipal tem como aposta o sector turístico, com a elaboração de um plano directório do turismo, como fonte de captação de receitas e desenvolvimento da região.

Alexandre Nyuka, o administrador municipal, afirmou, à ANGOP, que o turismo afigura-se como a actividade alternativa ao sector pesqueiro para a geração de emprego e renda para as populações do município.

“Consideramos que o turismo é o sector do futuro do município capaz de proporcionar um ambiente de diversificação da economia local, sustentável para o seu desenvolvimento”, acrescentou.

Para o efeito, a administração municipal conta com os préstimos e a experiencia de uma empresa com créditos comprovados e cadastrada no Ministério do Turismo, que, recentemente apresentou o projecto para a elaboração do plano.

Por esta altura procede a inventariação dos produtos turísticos e levantamento de todos os elementos necessários para a conclusão do trabalho.

“Para além disso, várias actividades ligadas ao sector têm sido realizadas, bem como contactos têm sido feitos com potenciais investidores do ramo para o alavancar do sector, para além de várias visitas de turistas nacionais e estrangeiros”, sublinhou o administrador.

O responsável salientou que o potencial geológico está localizado dentro da área da reserva de conservação natural do Parque do Iona, uma área aproximadamente de 14.361 quilómetros quadros, representando 83% do território do município.

“Temos bastante dificuldade de  alavancar o sector, uma vez que, apesar do potencial existente, o município não usufrui dos seus rendimento, devido a falta de investidores e uma base de dados científica e credível do real potencial geológico existente a nível de sua extensão territorial, de forma qualitativa e quantitativa”, reforçou.

Alexandre Nyuka adiantou que, apesar dos constrangimentos existentes, a administração municipal tudo tem feito para atrair cada vez mais investidores e consequentemente alavancar não só o sector do turismo, como também dos recursos minerais.

O parque em referência estende-se ao Sul e Leste da sede municipal, até a fronteira com a República da Namíbia, desde a foz do rio Cunene ao Oncocua, província do Cunene.

Do ponto de vista hidrográfico, o município é banhando por dois rios principais, o Cunene, de curso permanente, e o Curoca, de curso intermitente. No vale dos mesmos, qualquer escavação de grande, média ou pequena escala, proporciona o aparecimento de água, constituindo assim uma zona com potencial para agricultura.

O município é, igualmente, composto por duas importantes lagoas denominadas de Carvalhão e Arco, que têm servido de potenciais agrícolas e turístico.

Localização geográfica

Geograficamente, o município ocupa uma extensão de 18.019 quilómetros quadrados e faz fronteira, a Norte, com o município de Moçâmedes, a Sul com a República da Namíbia, a Nordeste com o município do Virei, a Sudeste com a província do Cunene e a Oeste com o Oceano Atlântico.

Administrativamente o município está dividido em três comunas, nomeadamente Tômbwa-Comuna Sede, Iona e Baia dos Tigres.

Clima

O Tômbwa possui um clima versátil, desértico - húmido com pouca pluviosidade, sendo o tempo de inverno o mais prolongado, com uma temperatura máxima anual avaliada em 30ºC, atingindo em média 17ºC e a mínima 13ºC e 15ºC.

O cacimbo dura apenas quatro meses: de 15 de Maio a 15 de Agosto.

Os ventos,  que se fazem sentir no seu perímetro, sopram no sentido Noroeste, rodeados, por vezes, até ao Oeste. A variação da temperatura do vento causa brisas locais que, em regra, no período matinal, sopram do mar para terra e no período de tarde, da terra para o Mar.

Devido a sua predominância desértica, a flora apresenta uma vasta região despida de vegetação, com excepção de algumas áreas onde se encontram algumas espécies de vegetais típicos como é o caso da Welwitschia Mirábilis, Gramíneas e Moitas de espinheiras, localizadas no Parque Nacional do Iona.

Vila piscatória, hoje apenas 12 das 26 unidades fabris estão em pleno funcionamento.

Para comemorar a data, a administração agendou varias actividades de carácter social, cultural e desportivo.

Assuntos Província » Namibe  

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