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15 Dezembro de 2019 | 13h50 - Actualizado em 16 Dezembro de 2019 | 11h04

MINEA desmente alegada venda de energia à RDC

Luanda - O Ministério da Energia e Águas (MINEA) afastou, este domingo, a hipótese de que Angola venha a exportar energia eléctrica para a vizinha República Democrática do Congo (RDC).

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Em nota expedida pelo Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa (GCII), o Ministério desmente, assim, uma notícia da autoria da ANGOP, publicada na última quarta-feira, a este propósito.

Segundo a notícia da única agência noticiosa angolana, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, teria anunciado essa intenção em Nóqui, no mesmo dia em que inaugurou a Subestação Eléctrica daquele município fronteiriço com a RDC, o que não corresponde à realidade.

Verdade mesmo é que, com a entrada em funcionamento desta infra-estrutura, a província do Zaire passa a ser a “primeira” no país que tem a totalidade dos seus seis municípios interligados no sistema eléctrico público nacional, deixando, igualmente, de depender da energia comprada à vizinha RDC.

A Subestação Eléctrica do Nóqui, localidade turística situada na zona fronteiriça com a RDC, cerca de 155 quilómetros de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire, tem uma potência de 10 megawatts (MW).

Esta capacidade de oferta de energia eléctrica da rede nacional elimina, assim, a dependência dos habitantes do Nóqui à energia recebida há mais de 40 anos do país vizinho, com base num acordo de  cooperação entre os dois Estados, que custava a Angola cerca de USD 20 mil, mensalmente.

 Com a entrada em funcionamento desta Subestação Eléctrica do Nóqui, o município e os seus habitantes ganham autonomia no acesso à energia da rede pública nacional.

Os consumidores deixam, também, de fazer recurso à compra de combustível para geradores, que cobriam o défice que condicionava a disponibilidade de energia eléctrica 24/24 horas.

A vila do Nóqui dista a 155 quilómentos da sede provincial (Mbanza Kongo) e tem uma população estimada em 10 mil e 661 habitantes distribuídos por três comunas: sede, Lufico e Mpala.

Todas as sedes municipais da província do Zaire já recebem energia eléctrica da rede nacional, num projecto iniciado em 2017.

O Executivo angolano tem como metas, para o período 2018-2022, a melhoria dos níveis de acesso à energia eléctrica e à água potável e, consequentemente, a elevação da condição de vida das famílias das zonas rurais do interior.

Assuntos Energia   Província » Zaire  

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