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10 Dezembro de 2019 | 23h32 - Actualizado em 10 Dezembro de 2019 | 23h32

Mulheres querem maior celeridade da justiça

Luanda - Maior celeridade dos órgãos de justiça e seus auxiliares, para acudir as mulheres vítimas de violência, foi defendida hoje, terça-feira, em Luanda, de forma a se fazer cumprir os seus direitos e por fim a tais actos.

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Marcha em homenagem às mulheres vítimas de violência domestica

Foto: Nelson Malamba

A informação consta de um manifesto do Instituto de Cidadania denominado Mosaiko, lido durante a marcha de homenagem às vítimas de violência, decorrida em Luanda, na qual aponta que até Setembro do ano corrente 86 mulheres foram assassinadas em todo país, por espancamentos a pauladas, esfaqueamento, violação sexual, entre outras violências.

De acordo com Dinamene Botelho, afecto à instituição, a violência contra mulher constitui um problema sério, cujas consequências lesam famílias, a economia do país e o próprio desenvolvimento das comunidades.

Referiu que a forma como é encarado o assunto, quer por razões culturais ou económicas, potenciam o extermínio das mulheres angolanas, pelo que urge a necessidade de se dar maior atenção às denúncias, que em muitos casos têm sido ignoradas.

Segundo disse, quando as mulheres recorrem aos serviços dos órgãos de justiça, persiste ainda a incapacidade de protege-las, garantindo os seus direitos, pelo que é urgente que se estabeleça a relação directa entre a violência e os assassinatos.

Pelo facto de 2019 ser o ano em que mais mulheres foram vítimas de assassinato, o Mozaiko realizou o acto em sintonia com a campanha dos 16 dias de activismo para por fim a violência contra  esta camada vulnerável.

Assuntos Violência  

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