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10 Dezembro de 2019 | 20h04 - Actualizado em 10 Dezembro de 2019 | 20h04

ONU reitera apoio às vítimas da seca no Sul do país

Ondjiva- O coordenador Residente da Organização das Nações Unidas (ONU) em Angola, Paolo Balladeli, reiterou, nesta terça-feira, na comuna do Nehone, província do Cunene, o compromisso de continuar a cooperar com a Executivo Angolano no apoio as pessoas afectadas pela seca região Sul.

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Paolo Balladeli  falava à margem do acto de entrega de uma tonelada de sementes de massango aos camponesas e 300 kits de higiene a mulheres em idade reprodutiva, no Nehone.

Referiu que a ONU e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), na África Austral e Oriental, vão procurar mobilizar mais recursos financeiros para reforçar os projectos no âmbito do programa de emergência de combate à fome nas províncias do Cunene, Namibe, Bie e Huíla.

Informou estar em previsão fundos no valor  de 6,4 milhões de dólares, para melhorar o atendimento das pessoas a precisar de assistência humanitária em Angola afectada pela seca.

A ONU, através do Fundo Central de Resposta a Situações de Emergência (CERF), disponibilizou, em 2019, um total de 6,4 milhões de dólares para complementar os esforços do Governo angolano para fazer face, durante um período de seis meses, à crise da seca no Sul do país.

O valor atendeu as componentes da nutrição, água e saneamento, agricultura e segurança alimentar, saúde, implementados conjuntamente pelas agências das Nações Unidas, UNICEF, FAO, UNFPA e OMS, tendo beneficiando 640 mil pessoas, das 564 mil previstas, nas quatro nas quatro províncias mais fustigadas pela seca.

Paolo Balladeli sublinhou que essas intervenções complementam os esforços empreendidos pelo próprio Governo para responder a esta grave situação e salvar vidas.

O responsavel está no Cunene, em visita de três dias, para avaliar os projectos executados em resposta os efeitos da seca.

Reuniu com as vice-governadores para área Política, Social e Económico do Cunene e Huíla.

O Cunene vive, desde Outubro de 2018, uma acentuada crise, com 880 mil e 172 pessoas e um milhão de cabeças de gado afectados pela seca, que já causou a morte de 30 mil cabeças, entre bovino, caprino e suíno.

A seca no Cunene é um fenómeno cíclico, que remonta a 1995. Desde aquele ano, a cada cinco anos vai ressurgindo com intervalos de período de cheia.

A seca deste ano é a mais devastadora dos últimos 24 anos da história do Cunene.

Assuntos Província » Cunene  

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