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25 Dezembro de 2019 | 09h01 - Actualizado em 25 Dezembro de 2019 | 09h01

Igreja aponta caminhos ao Governo

Luanda - O Executivo deve continuar a criar políticas para mitigar os efeitos da crise económica e financeira do país, bem como melhorar a condição social básica dos cidadãos, particularmente o acesso à água e à energia eléctrica, recomendaram, em Luanda, líderes religiosos angolanos.

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Crentes da Igreja Metodista Unida

Foto: Ana Ramos

Ouvidos pela ANGOP a propósito do desempenho do Governo nos seus primeiros dois anos de mandato, os religiosos afirmaram que o país registou avanços “significativos” em alguns domínios importantes, mas “muito” ainda deve ser feito no sector social e económico.

Segundo os mesmos, é importante que a equipa liderada pelo Presidente da República, João Lourenço, encontre soluções “rápidas” e “eficientes” para resolver gradualmente os problemas de saneamento básico, saúde, educação e da moralização da sociedade.

Apontam a necessidade de uma “maior abertura” no diálogo entre governantes e governados, para se melhorar a interacção e encontrar as melhores vias para a resolução dos problemas sociais.

Entre os feitos que marcaram positivamente a actuação do novo Governo, entre 2017 e 2019, os líderes da Igreja Católica, Metodista Unida e de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta) apontam o combate à corrupção, o fim dos monopólios e a aposta no investimento privado e na produção nacional.

De acordo com o bispo da Igreja Metodista Unida, Gaspar João Domingos, as medidas tomadas pelo Governo, para melhorar a situação económica do país são “animadoras”, embora continue a haver cidadãos desonestos que se recusam a repatriar capitais desviados ilicitamente.

Para o líder espiritual da Igreja Tocoísta, Dom Afonso Nunes, existe um “novo” ambiente político em Angola, consubstanciado no facto de o Executivo estar a buscar “auxílio” de instituições experientes na construção de políticas financeiras, como o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Já o porta-voz da Conferência  Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom Belmiro Chissengueti, considera ser necessário o “reforço” das medidas de fiscalização, para se combater a especulação de preços dos produtos da cesta básica, que se agravou no último trimestre deste ano.

Do seu ponto de vista, o Executivo deve também olhar com “firmeza” para o “elevado” índice de desemprego, principalmente entre os jovens, e tomar medidas concretas para "equilibrar as reformas económicas", melhorar o combate à fome e à pobreza.

Relação Estado/Igreja  

Noutro domínio, os três líderes religiosos consideraram “positiva” a relação entre o Estado e a Igreja, embora defendam que se pode tornar “mais abrangente”.

Para Gaspar João Domingos, o Estado e a Igreja têm “honrado” os compromissos como parceiros sociais, sublinhando que a Igreja não deve ser “apenas” solicitada para cobrir lacunas.

A esse respeito, Dom Afonso Nunes salienta que a Igreja tem a “obrigação” de falar quando algo vai mal na governação ou na sociedade, e levar aos centros do poder soluções para cada problema.

Dom Belmiro Chissengueti, por sua vez, destaca o facto de a relação entre o Estado Angolano e a  Igreja Católica reger-se pelo Acordo Quadro assinado no dia 13 de  Setembro do ano em curso.

Assuntos Angola   Governação   Igreja  

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