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26 Dezembro de 2019 | 17h08 - Actualizado em 27 Dezembro de 2019 | 07h59

Pós-Natal: Angolanos retornam à labuta

Luanda - Um dia depois da celebração do Natal e de consequente feriado nacional, os angolanos retornaram ao trabalho nesta quinta-feira, em todo país, onde se regista, desde as primeiras horas, baixo índice de absentismo e funcionamento normal das instituições do Estado.

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Movimento do Mercado do Asa Branca, após o Natal

Foto: Rosario dos Santos

Município de Viana regista movimento rodoviário normal, após o Natal

Foto: Rosário dos Santos

No principal centro de desenvolvimento do país, Luanda, as principais avenidas voltaram à rotina.

O trânsito automóvel é feito com fluidez, numa altura em que várias instituições e empresas "decretaram" férias colectivas.

Grande parte das ruas do centro da cidade está sem o acúmulo de lixo; e na periferia, onde ainda se nota bastantes resíduos, as empresas afins esmeram-se na recolha.

Depois do intenso movimento verificado segunda-feira e terça-feira, a Angop constatou o retorno à calma em estabelecimentos comerciais, bancos e multicaixa.

O fim do frenesim no tráfego até ao Natal reflecte-se também na postura mais serena da polícia de trânsito, que se mantém no entanto atenta.

Nas avenidas Deolinda Rodrigues, 21 de Janeiro e Ngola Kiluange, as vias de maior afluência para o centro não registam grandes dificuldades no fluxo.

A Polícia de Viação e Trânsito, Ordem Pública e as Esquadras Móveis efectuam trabalhos de regularização do trânsito e ronda, para garantirem maior estabilidade e segurança aos pedestres.

O serviço de táxi (vulgo candongueiros) nas rotas Aeroporto/Mutamba, Multperfil/Mutamba, Aeroporto/São Paulo, Congolenses/Mutamba e Congolenses/Largo da Maianga também se processa com normalidade.

Há a registar acúmulo de lixo nas regiões Nelito Soares e Cazenga, onde se verificam contentores cheios e resíduos no chão, apesar do trabalho das operadoras de limpeza.

Nos organismos públicos, a meio da manhã constatou-se normalidade no funcionamento. Este quadro é "pintado" também nos bancos, hospitais, ministérios e outros.

Os supermercados abriram as portas logo pela manhã, registando tímida afluência de clientes em busca de produtos básicos.

Clientes do supermercado Kero, contactados pela Angop, antevêem que haja maior movimento no fim-de-semana para compras do fim de ano.

A vendedora Raquel Manuel, do supermercado Shoprite, admite que os consumidores estejam a recuperar-se do natal. "É normal a ausência de clientes, porque nos dois últimos dias  a movimentação foi intensa".

Alguns consumidores atribuem a situação à crise actual no país, o que remete os cidadãos à necessidade de controlar os gastos, para se prevenirem no mês de Janeiro.

Nos mercados formais e informais as vendedeiras queixam-se da falta de clientes, pois estão nos seus postos de venda desde as primeiras horas do dia.

É o caso de Ângela Almeida, peixeira, que reclama o facto de não vender nada até a meio da manhã. "Acho que os clientes ainda devem ter comida do almoço do dia 25 e por isso a não comparência ao mercado".

Já Dona Mariana, vendedora de carne, diz-se esperançada de que, ao longo do dia, os clientes apareçam.

Negócio rende para taxistas

O motorista da TCUL José Nhanga disse à Angop que, em relação ao Natal de 2018, há mais passageiros. "O autocarro está carregado (lotado); o trabalho corre bem por causa da fluidez do trânsito".

Agostinho Daniel, taxista há 18 anos, diz ser este o primeiro Natal em que há muitos passageiros e fluidez no trânsito.

"Isso é bom! Graças a Deus, estamos a trabalhar sem  aguentar tanto engarrafamento. Espero que os outros dias sejam  iguais", sublinha o taxista que faz a linha Viana-Congolenses.

Entretanto, para a passageira Manuela Sebastião, o dia está igual aos outros. "Tive de correr e ficar entre empurrões para subir no autocarro".

Os bancos, que tiveram os serviços mais procuradas antes do Natal, retornaram com regularidade, conforme constatou a Angop.

A procura reduzida dá conforto inclusive ao Banco de Comércio e Indústria, único que adoptou o método diferente de actuação, reduzindo pela metade o seu efectivo, para assegurar esta e a próxima pausa (dia 2 de Janeiro).

Segundo fonte do banco, este acerto não está a afectar o serviço, uma vez que o fluxo nestes dias geralmente é reduzido.  

"O acordo só foi feito este ano. Acho que é mesmo para evitar absentismo e incentivar os trabalhadores".

Cenário idêntico no resto do país

Na generalidade das outras províncias o "day-after" do Natal foi normal, à excepção do Zaire, Cabinda e Lunda Sul.

Tráfego rodoviário normal, retoma aos postos de trabalhos, funcionamento das entidades públicas, mercados e lojas caracterizaram as províncias no geral.

No Moxico, o funcionário do Instituto Nacional de Defesa de Consumidor (INADEC) José Xavier Tchiguari fala em elevação da consciência dos trabalhadores, ideia corroborada pelo funcionário do gabinete provincial do Comércio Paulo Lumai e pelo utente dos serviços de Justiça Cláudio António.

Na ronda efectuada, notou-se afluência e atendimento normal na estação do Caminho de Ferro de Benguela (CFB), nos transportes rodoviários, na sede da administração local, mercado municipal, em estabelecimentos comerciais.

Igual cenário ocorreu no Cuanza Sul, Cuando Cubango, Bengo, Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Cunene e Huambo.

No planalto central, em particular, houve movimento automóvel fluido, na maioria de funcionários, à semelhança dos dias normais, ante o olhar dos agentes reguladores do trânsito.

Nas principais ruas e avenidas era visível o tráfego dos automobilistas, moto-taxistas (vulgo Kupatatas) e de peões, em direcção aos locais de serviço.

Cenário contrário verificou-se nos armazéns, lojas e em alguns mercados que estão quase vazios, assim como nos ATM que, nos últimos dias, registaram longas filas.

Cabinda registou serenidade e muita calma no movimento de pessoas.

O único constrangimento constatado foi a falta de voos da companhia estatal TAAG.

Na ronda efectuada esta manhã no aeroporto local, notou-se muitos passageiros retidos e com dificuldades de deslocação. Muitos optam pelas companhias ligeiras, no caso da SJL e Sonair que opera a via do Soyo, onde conseguem transporte terrestre, como a Macon para atingir Luanda e outros pontos do país.

No Cuando Cubango o ambiente foi calmo, enquanto na capital da Lunda Sul, Saurimo, que despertou chuvosa, constatou-se vários aglomerados de resíduos sólidos.

Apesar da chuva, algumas lojas de grande dimensão e pequenos estabelecimentos comerciais e bancos abriram as portas, registando-se fraca adesão de clientes.

Na cidade de Mbanza Congo, província do Zaíre, ~registou-se atraso dos trabalhadores aos seus locais de serviço, porque até às nove horas, nas distintas direcções provinciais (dos departamentos ministeriais), uma a duas pessoas encontravam-se a trabalhar.  

Assuntos Angola  

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