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28 Março de 2019 | 05h40 - Actualizado em 28 Março de 2019 | 00h52

Cuanza Norte: VIH/SIDA mata 19 pessoas em 890 casos diagnosticados em 2018

Ndalatando - Dezanove pessoas, entre as quais uma criança e uma grávida, morreram vítimas de HIV/SIDA, dos 890 casos diagnosticados em 2018, na província do Cuanza Norte, revelou quarta-feira, em Ndalatando, o chefe de departamento provincial de Saúde Pública, Cruz Manuel.

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Cuanza Norte: Chefe de departamento provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Cruz Manuel

Foto: Diniz Simão (arquivo)

O responsável, que falava durante o Workshop provincial sobre contaminação dolosa do HIV/SIDA, lembrou que no ano passado a instituição tinha notificado 736 casos da doença que resultaram em dois óbitos.

Cruz Manuel apontou como uma das causas do aumento do número de óbitos, o abandono do tratamento com anti-retrovirais por parte dos seropositivos, factor que concorre para o aumento dos riscos de infecção e contaminação a outras pessoas, bem como o inicio tardio do mesmo tratamento.

Esclareceu que em 2018, 83 seropositivos dos dois mil e 316 que beneficiavam de tratamento em várias unidades sanitárias da província abandonaram o esquema terapêutico, mais 56, em relação a 2017, em que foram seguidos 391 pacientes.

Segundo o responsável. o crescimento do número de pessoas que estão a aderir aos testes voluntários, realizados nos cinco Centros de Aconselhamento e Testagem Voluntaria (CATV) disponíveis na província, também está a concorrer na descoberta de novos casos do VIH/SIDA.

Afirmou ainda que, nos últimos três anos, a província do Cuanza Norte registou mil e 593 casos positivos de VIH e uma sero-prevalência média de 3%, contra os 0,1% registados em 2013 e 2014.

“A informação disponível revela que em 2016 a prevalência da doença foi de 3,05%, 2017 ( 2,72%) e em 2018 (3,01%)”, acrescentou.

Face a esta situação, continuou, foi elaborada a “Estratégia Provincial de Luta Contra VIH/SIDA, para o período de 2019-2020”. A estratégia prevê um conjunto de acções de prevenção e combate à mesma doença, focalizando a acção nos municípios de Ambaca, Cambambe, Cazengo, Lucala, Golungo Alto e Samba Cajú, os mais endémicos da província.

Disse que a iniciativa, que privilegia a realização de actividades integrada, tem por objectivo fortalecer as estratégias de municipalização do combate ao VIH/SIDA, para a redução da incidência e da prevalência, baseadas na participação das comunidades nesses cinco municípios do Cuanza Norte, no período de  2019/2020.

Acrescentou que constituem desafios do governo  da província na luta contra o VIH, a contínua advocacia para o envolvimento dos portadores desta doença, trabalhadoras de sexo, vítimas de violência sexual, portadores de outras infecções de transmissão sexual, camionistas, militares, entre outros, com vista a redução da sero-prevalência do VIH/SIDA na região  de 3,01% para a metade, 1,45% em 2019 e  0,73% até 2020.

Compromete-se, igualmente, a reduzir pela metade as mortes por tuberculose entre pessoas que vivem com o VIH, dos actuais 29 casos  em tratamento até 2020, eliminar a transmissão do VIH de mãe para filho (transmissão vertical) e reduzir o estigma e descriminação de pessoas vivendo com a doença.

O evento, promovido pela Rede Angolana de Serviço de Sida, teve por objectivo mobilizar apoios das autoridades e da sociedade civil para o seu envolvimento no combate a doença, assim como analisar as causas e consequências da transmissão dolosa do VIH/SIDA.

O evento foi presidido pela vice-governadora do Cuanza Norte para o sector político, económico e social, Leonor da Silva de Lima e cruz. Contou ainda com a presença do representante da ONU/SIDA em Angola, Michel Kouakou.

Dados oficiais indicam que de Janeiro a Fevereiro deste ano foram registados 63 novos casos de Sida e sete óbitos entre os mil e 27 pacientes que estão a receber tratamento com anti-retrovirais.

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