Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Sociedade

02 Abril de 2019 | 16h53 - Actualizado em 02 Abril de 2019 | 16h53

Defendida intensificação da educação sexual nas comunidades

Lubango - As autoridades governamentais e organizações da sociedade civil precisam intensificar a disseminação de informações sobre a educação sexual nas comunidades, defendeu hoje (terça-feira), no Lubango, a consultora em sexualidade reprodutiva, Cissa Aguiar.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Paciente na maternidade

Foto: António Escrivão

Falando à margem de uma formação sobre saúde sexual e reprodutiva, dirigida a 20 grupos de mulheres da sociedade civil das províncias da Huíla e Bié, disse que a educação sexual é vital para a construção de uma vida saudável e ajuda a prevenir problemas como a gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, abuso sexual entre outros factores negativos provocados pela falta de informação.

A também psicóloga afirmou que havendo mais divulgação sobre o assunto, os índices das doenças como VIH/sida, sífilis, gonorreia, bem como as gravidezes precoce, que atingem maioritalmente crianças dos 12 e 13 anos, vão diminuir, uma vez que os números são preocupantes e maior parte das famílias vive com esses problemas e a pouca comunicação está na base do seu alargamento.

Para ela, a discussão em torno da sexualidade no contexto da educação envolve a prática de projectos abrangentes que visam oferecer espaços para reflexões emancipatórias relacionadas aos fenómenos afetivos e sexuais.

“Há mulheres hoje traumatizadas porque tiveram o seu primeiro parto e não querem mais saber de ter filhos porque sofreram tantas violências no parto. O que pressupõe violência contra mulher, daí a necessidade da maior divulgação e diálogo com as famílias na rua e nos lares, no intuito de reduzir ou combater definitivamente estes males que enfrentam sociedade”, reforçou.

Segundo a especialista, nesse quesito, as comunidades rurais são as mais prejudicadas, por não terem acesso a informação sobre a educação sexual necessária, na área da saúde reprodutiva, bem como de uma boa higiene íntima.

O evento junta 20 mulheres de vários extractos sociais e está abordar temáticas ligadas à sexualidade, sistema reprodutor feminino e masculino, período do ciclo menstrual, higiene íntima, como e quando iniciar a vida sexual, tipos de relação sexual, denominações sexuais, sexualidade na menopausa, cancro de mama e ciclo de útero (prevenção e rastreio), prazer sexual, infertilidade e riscos de aborto.

Leia também