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05 Abril de 2019 | 18h50 - Actualizado em 05 Abril de 2019 | 18h50

Pais marcham a favor de crianças com síndrome de down e autismo

Lubango - Mais de uma centena de pessoas, entre pais e encarregados de educação, marcharam hoje, no Lubango, a favor de crianças portadores de síndrome down e autismo, visando reclamar maior inclusão social, numa iniciativa do Gabinete Provincial da Educação da Huíla.

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A marcha, que decorreu sob lema “Juntos engajemo-nos para as pessoas com síndrome down e autismo”, teve como ponto de partida o largo defronte à direcção provincial da educação, passando pela administração do Lubango e terminou na Mediateca do Lubango.

Durante o percurso, foram exibidos cartazes que ilustravam mensagens como “abaixo o preconceito no seio familiar”, “ter síndrome de down e autismo não é um problema”, “ ter estas deficiências não constituem barreiras”, despertando atenção dos citadinos.

Em declarações à Angop, o responsável da actividade, Bartolomeu da Silva, disse que a marcha surge em função de haver muitas crianças com estas deficiências a pedirem ajuda nas ruas, fora do sistema escolar e rejeitadas pelos familiares mais próximos, pelo facto de serem diferentes.

Disse que a mesma é o culminar de uma série de eventos que tiveram início no dia 22 Março, visando a comemoração dos dias mundiais da síndrome down e do autismo, assinalados 02 e 22 de Março, dedicados a acções viradas à sensibilização e consciencialização dos indivíduos, da existência de pessoas com estas deficiências.

O também responsável do gabinete provincial de educação para crianças com necessidades especiais educativas, referiu que desde 2017 massificou-se a inclusão escolar e trabalha para cada vez mais haver disponibilidades de serviços sociais para esse grupo.

Lamentou facto de num universo de mais de duas mil crianças com necessidades especiais em escolas, somente nove com síndrome down estudam, receando que outras, por preconceito dos pais não frequentarem o ensino e nem tem registos, constituindo uma barreira para a inclusão social.

Por outro lado, disse que uma das dificuldades passa por encontrar terapeutas especializados na fala, que possam ajudar na aceleração cognitiva desses indivíduos, referindo que um dos objectivos do gabinete é implementar uma associação de pais defensores dos direitos destas pessoas.

Mães de filhos com síndrome down ou autismo dizem-se rejeitadas pela sociedade

“Não foi fácil no princípio por ser o primeiro filho. Era uma criança muito desejada, quando me apercebi já não queria ele por perto pelo desconhecimento da deficiência, ainda mais por ser muito hiperactivo e com dificuldade na fala, daí a minha frustração”, desabafou, Domingas Caunga, mãe de um autista de nove anos.

Disse que já passou por muitos preconceitos na sociedade, agravando-se quando foi rejeitada por uma professora que negou a acolher o filho em sua turma, quando professora do mesmo esteve ausente, obrigando interromper o ano lectivo.

Filomena Calisto, mãe de uma criança com síndrome de down, disse que a maior dificuldade passa em encontrar especialistas para lidar com terapias da fala, a solução tem passado em ir à Luanda ou Brasil, pelo que o Estado devia prestar mais atenção a estas pessoas, formando especialistas na área, uma vez que já existem muitos com estas deficiências.

Por outra apelou aos pais com filhos portadores de síndrome de down, a não esconderem-lhes, com medo de serem rejeitados pela sociedade, deste modo ficam sem registo, sem estudo o que limita cada vez mais o desenvolvimento cognitivo que já é diferente de uma pessoa normal.

Maria Luísa disse que o seu filho com síndrome de down foi rejeitado em pelo menos cinco colégios, pelo facto de ser diferente, mas encontrou consolo no “Colégio O Sol” onde frequenta já há dois anos, por isso apela mais respeito por estas pessoas e incentiva a criação de uma associação.

As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças,  mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas. A nível da Huíla existem calcula-se que existam mais de duas mil pessoas com esta deficiência.

   

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