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16 Abril de 2019 | 11h48 - Actualizado em 16 Abril de 2019 | 11h48

Maior parte das ruas de Ndalatando sem iluminação

Ndalatando - Várias artérias da cidade e de bairros periféricos de Ndalatando, sede da província do Cuanza Norte, estão as escuras, desde Julho de 2018, devido a falta de manutenção das luminárias do sistema de iluminação pública, na sequência de uma dívida de 602 milhões de Kwanzas do governo local a empresa prestadora destes serviços.

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O facto foi confirmado à Angop hoje (terça-feira),  em Ndalatando, pelo responsável da empresa encarregue pela manutenção do sistema de iluminação pública, Carlos Ybarra.

Esclareceu que a dívida reparte-se em 522 milhões de Kwanzas referente aos serviços prestados em 2017 e 80 milhões, respeitante a 2018, agora transferidos para a dívida pública e que aguardam pelo pagamento.

Disse que, a situação forçou, igualmente, o encerramento temporário da empresa e o despedimento dos 50 trabalhadores que asseguravam a manutenção do sistema local de iluminação pública.

Por seu turno, o director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Governo do Cuanza Norte, Edmildo Teixeira, disse que a dívida para com àquela empresa é de apenas 523 milhões de kwanzas, respeitante aos serviços prestados no período de 2013 a 2017, tendo a mesma sido transferida para dívida pública para efeito de amortização.

Afirmou que a paralisação dos serviços de manutenção da rede de iluminação pública não decorre da falta de pagamentos, mas da cessação, em 2018, do contrato de prestação de serviços que o governo provincial mantinha com a mesma empresa, desde 2013.

Acrescentou que a resolução do contracto resultou da aplicação da nova lei de descentralização e desconcentração financeira que transfere a responsabilidade da contratação desses serviços aos municípios.

Por sua vez, os citadinos de Ndalatando apontaram a falta de iluminação pública em algumas artérias desta cidade como um dos factores que concorrem para as acções delituosas.

Para Maria António, residente no bairro Sambizanga, a falta de iluminação pública tem dificultado a circulação dos munícipes no período nocturno, por temerem possíveis assaltos.

Já Ana  André, estudante universitária, que frequenta aulas no período nocturno, disse que circular em ruas escuras constitui um risco, pelo que apela às autoridades competentes a velarem pela iluminação pública da cidade.

Tal preocupação foi igualmente manifestada pelos automobilistas que solicitam a realização urgente de trabalhos de manutenção da rede de iluminação pública na cidade, por forma a se ajudar a diminuir os acidentes e a delinquência.

Armindo José, automobilista, disse que a rua direita Luanda-Malanje, no troço que liga o bairro Camundai ao centro da cidade, tem muitos postos de iluminação apagados, o que facilita assaltos e muitos acidentes de viação naquela via.

Manuela Pedro, do bairro Miradouro, queixou-se da pouca iluminação na rua da República que liga a Shoprite ao Miradouro da Santa Isabel,  por ocorrerem alguns acidentes no período nocturno, sobretudo os que envolvem motorizadas.

Entretanto, a administradora municipal do Cazengo, Maria de Lourdes Salgado, informou que para minimizar a situação, a administração local tem realizado intervenções pontuais na rede, que está a permitir a reposição da iluminação em algumas artérias que se encontravam as escuras.

Acrescentou que este trabalho está a ser realizado pela mesma empresa, a quem a administração recorre para intervenções pontuais no sistema, devido a exiguidade de recursos financeiros, enquanto se aguarda pela celebração de novos contractos de prestação de serviço, no âmbito do processo de transferência de competências às administrações municipais.

Sem avançar números, Maria de Lourdes Salgado, referiu ter sido já resposta a iluminação em alguns troços localizados no casco urbano da cidade de Ndalatando e na periferia.

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