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14 Maio de 2019 | 18h25 - Actualizado em 14 Maio de 2019 | 18h24

Anormalidade no fornecimento de combustíveis cria transtornos em Benguela

Benguela - A persistente anormalidade no fornecimento de combustíveis à província de Benguela, há mais de um mês, por parte da Sonangol, está a deixar desesperado os cidadãos, com realce para os automobilistas, camponeses e empresários que dependem deste bem para trabalhar.

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Benguela: Bombas do Kalunga vazias por falta de combustíveis

Foto: Rosário Miranda

Se, há cerca de uma semana, parecia que a “crise” dos combustíveis na província estava ultrapassada, com o fim das longas filas de viaturas nas bombas de abastecimento, a realidade hoje mostra que, afinal, era apenas um pequeno “intervalo” no filme.

A verdade é que na grande maioria das bombas de combustíveis as filas desapareceram, não porque o abastecimento voltou ao normal, mas porque não há mesmo combustível na província. Noutras bombas, ainda se vislumbram longas filas, sobretudo de camiões, cujos motoristas continuam esperançados na chegada do "crude" a qualquer momento.

“Meus irmãos, estamos mal, não há nem gasolina, nem gasóleo”, desabafa um camionista que garante estar há mais de 24horas numa bomba de combustíveis no centro da cidade de Benguela, assim que vê a equipa de reportagem da Angop.

Identificou-se como José Paulo e mostrou a sua indignação com a situação. “ Estou aqui há quase dois dias parado por falta de combustível, o pessoal das bombas diz que estão a espera do gasóleo há qualquer momento. Mas assim onde é que vamos parar?”, desabafa o camionista.

Já o automobilista Mário Joaquim disse que a falta combustíveis está a criar grandes transtornos aos cidadãos e na vida produtiva da província.

“Actualmente, o meu carro está parado por falta de gasolina. Estou a conduzir o carro da minha esposa, mas se não conseguir abastecê-lo dentro de 24 horas, a família vai ter de andar de táxi”, disse, numa altura em que as aulas dos filhos estão próximas de reiniciar, o que o deixa ainda mais apreensivo com a situação.

O camionista Ngoma Itumba, igualmente aborrecido com a situação, frisou que o pior de tudo é a ausência de informação oficial, a nível da província, o que torna a situação ainda mais preocupante.

“ As pessoas dizem que um petroleiro atracou no porto do Lobito desde sexta-feira, porém, na prática não se verifica nenhuma melhoria, uma vez que o reabastecimento dos postos continua a conta gotas, o que faz com que os automobilistas pernoitem nas bombas ou abandonem as viaturas nessas filas para passar a noite em suas casas, na esperança de que no dia seguinte encontrem combustível”, informou.

Entretanto, segundo o gerente de uma bomba que pediu o anonimato, estão sem combustível há 72 horas, aguardando a qualquer momento pela chegada de camiões cisternas vindos da capital do país, porque “a Sonangol em Benguela está sem stock para abastecer a província”.

Noutra bomba, o gerente, que pediu igualmente o anonimato, revelou que não possuem informações sobre a chegada de combustível na província.

“A nós resta apenas depositar o dinheiro na conta da Sonangol e aguardar pela disponibilidade de combustível, pelo que não sabemos dizer quando vamos receber o abastecimento”, avançou.

A restrição no fornecimento de combustíveis na província de Benguela já perdura há cerca de um mês, o que está a criar sérios transtornos no funcionamento de algumas instituições públicas e privadas, bem como de unidades produtivas e de pequenos comerciantes que dependem de grupos geradores.

Na cintura verde do Cavaco a situação não é diferente, pois, a falta de combustível para abastecer as motobombas e tractores, também já está a criar alguns transtornos na labuta dos homens do campo.

 A província de Benguela, sobretudo a sua zona litoral, é abastecida de energia eléctrica através de fontes térmicas que consomem cerca de 450 mil litros de gasóleo por dia. O receio dos cidadãos é de que nos próximos dias, à semelhança do que aconteceu há menos de duas semanas, essas centrais paralisem novamente por falta de combustível e a escuridão volte a “cobrir” as cidades de Benguela, Lobito, Catumbela e da Baía Farta.

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