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25 Maio de 2019 | 14h33 - Actualizado em 25 Maio de 2019 | 14h33

Académico refuta teoria da inexistência de civilização em África

Mbanza Kongo - O reitor da Universidade 11 de Novembro, João Manuel, considerou, sexta-feira (24), em Mbanza Kongo, província do Zaire ser "erro de base" a insinuação de que África é continente sem civilização, visto que desde sempre teve a sua própria cultura e identidade.

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João Manuel - Reitor da Universidade 11 de Novembro

Foto: Pedro Moniz Vidal

Segundo o académico, que intervinha numa palestra alusiva ao 25 de Maio, Dia de África, esta teoria tem sido defendida por certas correntes europeias por entenderem que o continente berço da humanidade precisa ser civilizado para encontrar o rumo do desenvolvimento.

Frisou que o continente berço da humanidade não necessita de qualquer tipo de civilização vinda de outras regiões do mundo, por possuir sempre hábitos, costumes, crenças próprias.

Explicou que os autóctones africanos guiavam-se por filosofia própria denominada “animismo”, no período anterior à colonização, uma crença segundo a qual os objectos possuíam ânimo, existia um deus do sol e que as montanhas, os mares, as árvores e os rios tinham vida e deviam ser respeitados.

“A Europa não veio ensinar-nos a fé. Nós fomos feitos de fé e sempre a conservamos”, reforçou, para quem a cultura e os conhecimentos africanos foram quebrados e substituídos por ideologias exógenas, com a colonização.

No seu entender, o africano perdeu o que de melhor tinha do seu conhecimento e, em contrapartida, nada assimilou dos colonizadores, tendo afirmado ser este facto que gerou problemas e resultou no subdesenvolvimento do continente africano.

De acordo com o académico, a história de África ainda é um projecto apresentado em várias versões, por isso os investigadores têm de procurar contar os factos reais dos antepassados do continente berço da humanidade.

A palestra foi dirigida a estudantes e docentes da Escola Superior Politécnica do Zaire, em Mbanza Kongo. No evento foram abordados dois temas, nomeadamente “Cheik Anta-Diop, o último faraó e  reapropriação da história de África” e “O pensamento filosófico de Joseph Ki-zerbo na autenticidade Africana”.

A Escola Superior Politécnica do Zaire funciona desde 2010 e lecciona os cursos de Pedagogia e Gestão Empresarial.

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