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05 Junho de 2019 | 16h56 - Actualizado em 05 Junho de 2019 | 17h14

Detectados mais de 12 mil falsos antigos combatentes

Sumbe - Doze mil e 200 falsos antigos combatentes, que prejudicavam ao estado cerca de 270 biliões, 521 milhões e 216 mil kwanzas mensalmente foram detectados pelo cadastramento efectuado no ano passado.

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Secretário de Estado dos Antigos Combatentes

Foto: Joaquim Tomás

Os dados foram revelados hoje, na cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul, pelo secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Domingos Chicanha, num encontro de esclarecimento com os assistidos.

Segundo Domingos Chicanha, será feito o recadrastamento e os oficiais que recebem na Caixa Social das Forças Armadas Angolanas (FAA) serão retirados das folhas de salários dos Antigos Combatentes, por beneficiarem de dois subsídios. 

Numa primeira fase serão recadastrados os antigos combatentes que participaram na luta contra a ocupação colonial até 1975, e depois os veteranos da pátria, de 1975 a 1992.

“Não podemos permitir que indivíduos que não fazem parte do grupo de Antigos Combatentes sejam recadastrados, por isso o pessoal deve ser mais rigoroso na actualização dos dados”, disse Domingos Chicanha.

Esclareceu que o recadastramento vai permitir obter o número exacto de Antigos Combatentes e eliminar os fantasmas das folhas de salário.

Solicitou as autoridades tradicionais, sociedade civil e  igreja a participarem neste processo, denunciando as autoridades os aproveitadores.

Para o antigo combatente Andrade Artur, o recadastramento dos que participaram na luta de libertação nacional é bem vindo, visto que se assistia um aproveitamento por certas pessoas e corrupção na instituição para obtenção de documentos.

O representante da Associação Nacional dos Deficientes de Angola, Araújo Júlio, disse à Angop que é preciso valorizar o antigo combatente pelo seu contributo contra o colonialismo e Independência Nacional e alcance da paz no país.

O antigo combatente Roberto Mousinho solicitou as autoridades de direito a velarem pela pensão dos assistidos na instituição, de 23 mil kwanzas, visto que não satisfaz as necessidades do pessoal.  

O sector controla na província do Cuanza Sul dois mil e 500 assistidos, entre antigos combatentes, deficientes, viúvas e órfãos de guerra.

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