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11 Junho de 2019 | 13h13 - Actualizado em 11 Junho de 2019 | 13h11

Ravina ameaça cortar circulação entre Casseque e sede da Ganda

Benguela - A ligação rodoviária entre a comuna do Casseque e a sede municipal da Ganda, em Benguela, pode ser interrompida a curto prazo, em função da progressão de uma ravina na zona do Kotinde, que se encontra a escassos metros da estrada que liga essas localidades.

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Ravina na zona do Kotinde, município da Ganda

Foto: Carlos Benedito

Ravina na zona do Kotinde, município da Ganda

Foto: Carlos Benedito

A erosão do solo, devido às fortes chuvas que se registaram nos últimos meses na região, provocou uma cratera de mais de 15 metros de largura e 20 de comprimento, que se encontra em franca progressão, podendo “engolir” a via já na próxima época chuvosa.

Até o momento, não são visíveis sinais de intervenção naquela zona para se estancar a progressão da ravina.

Automobilistas e habitantes da comuna de Casseque e arredores contactados, hoje, pela Angop, lamentam a “inércia” das autoridades, considerando que elas só se vão preocupar quando a circulação estiver cortada.

“Infelizmente, os nossos dirigentes só levam os problemas a sério quando o mais grave acontece. A ravina já está praticamente na estrada, mas como ainda não a “engoliu”, ainda se circula, então, para as autoridades, a situação ainda não é preocupante”, disse o automobilista José Sapalo.

Quem também se mostrou preocupado com a situação é o agricultor Osvaldo Samy, afirmando que se a ravina destruir essa via, a vida dos habitantes de Casseque vai complicar-se.

“Abastecemo-nos de quase tudo na vila da Ganda e essa é a única estrada que temos para ligar as duas localidades. Se ela desaparecer, não sei o que será de nós”, disse com certa emoção.

Contactado pela Angop, o chefe da Secção de Planeamento Urbanístico e Ambiente da administração municipal da Ganda, Pedro Soma, afirmou que a situação é do conhecimento das autoridades locais, mas que a sua resolução não depende delas.

“ Aquela ravina é um caso muito sério e não depende muito de nós. Já comunicamos as instâncias superiores para que interviessem, inclusive estivemos com a directora provincial das Obras Públicas. Ela esteve cá, viu o estado da ravina e estamos a espera de uma solução”, justificou-se.

Na mesma senda, considerou que a nível local não existem condições materiais e humanas para resolução do problema.

O responsável explicou que têm feito algum trabalho paliativo para que a população não tenha dificuldades de se deslocar da sede municipal para as demais comunas e vice-versa, nomeadamente do Casseque e Chikuma, assim como para a província da Huíla, via Caluquembe.

Reconheceu a gravidade da situação e corroborou que, caso não seja feita uma intervenção de grande vulto durante essa época seca, no próximo periodo de chuvas as coisas poderão agravar-se e a ravina poderá então engolir a estrada.

Caso a ravina venha a progredir e cortar a circulação com o Casseque e consequentemente a Chikuma, as alternativas, cujas vias se encontram em mau estado de conservação, serão através do município do Cubal (para o Casseque) e do Longonjo, Huambo, para se chegar a Chikuma, disse.

Para se combater a ravina, será necessário estancá-la e fechá-la numa distância de 10 metros do local em que agora se encontra e construir uma ponte para passagem das águas pluviais, concluiu.

Mais de 60 mil pessoas vivem nas comunas de Casseque e da Chikuma, ambas do município da Ganda.

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