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21 Julho de 2019 | 15h11 - Actualizado em 21 Julho de 2019 | 18h47

Ambientalista defende séria gestão dos recursos hídricos angolanos

Lisboa - O ambientalista luso-angolano António Miguel Petchkovsky Morais defendeu, sábado, em Lisboa, uma séria gestão da água, que considera ser a maior riqueza de Angola.

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António Miguel Petchkovsky Morais

Foto: Cortesia do entrevistado

Segundo disse, a água é a maior riqueza de Angola, realidade que ilustrou com o facto de o país ter um dos mais “portentosos” aquíferos da África Austral.

“Neste sentido, penso que é importante gerir seriamente este recurso hídrico, especialmente para o desenvolvimento da agricultura em zonas áridas do Sul do país”, destacou.

Num outro trecho da entrevista,  Miguel Petchkovsky Morais apelou aos angolanos no sentido de tomarem consciência sobre o problema da acumulação do lixo urbano, e da poluição dos oceanos e rios.

Neste capítulo, Miguel Petchkovsky reconhece que, no plano ambiental, em Angola “há muito” por se fazer, mormente nos segmentos de reciclagem, limpeza de lixo urbano e “educação sustentável” nas escolas, sobre esta matéria.

De acordo com o entrevistado da ANGOP, existe, também, a necessidade de se convidarem especialistas mundiais para conferências sobre o tema, num esforço de se combater um problema “difícil”, mas não de “impossível” resolução.

“Basta haver boa vontade de toda a sociedade, e não só dos dirigentes”, afirma Miguel Petchkovsky, que defende a plantação de árvores na província angolana do Namibe, para se conter a progressiva desertificação daquele espaço territorial angolano.

Neste último aspecto, cita o projecto da “barreira verde” que está a ser implantado entre o Senegal e o Egipto, que tem como foco a plantação  de oito mil quilómetros de árvores,  para se travar o avanço do deserto, numa empreitada iniciada há 10 anos e que está a avançar.

A capital portuguesa acolhe, a partir de Março do próximo ano, a primeira bienal do ambiente, numa iniciativa do cidadão luso-angolano António Miguel Petchkovsky Morais, em coordenação com várias entidades oficiais, no quadro do Projecto Cidade Verde 2020 Lisboa.

Segundo Miguel Petchkovsky, a primeira Bienal do Ambiente 2020 Lisboa tem como propósito gerar uma “reflexão inovadora” de abordagem sobre as alterações climáticas globais.

A Bienal prevê exposições conjuntas com artistas e cientistas ambientais, um ciclo de quatro conferências, residências de artistas e workshops.

A programação prevista será de 22 de Março, 24 de Maio, 27 de Setembro e 13 de Dezembro de 2020, com o tema central da bienal a Água e o sub-tema a Arte da Comunicação Científica. 

Quanto aos participantes, virão de vários países, como a Noruega, Holanda, Rússia, Itália, Equador, Brasil, França e, naturalmente, a participação de artistas e cientistas portugueses.

O conceito da Bienal do Ambiente foi inspirado na Bienal da Antárctida 2017, na qual Miguel  Petchkovsky participou como artista multidisciplinar, evento que juntou cientistas e artistas  de muitos países e no qual o luso-angolano representou Angola, Portugal e a Holanda. 

Acérrimo defensor da causa ambiental, Miguel Petchkovsky nasceu a 17 de Novembro de 1956, em Nzagi, antiga Andrada, na província angolana da Lunda Norte, reside na cidade de Lisboa, Portugal, desde 2016, depois de ter vivido durante 30 anos em Amsterdão, Holanda.

Assuntos Ambiente   Angola  

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