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16 Julho de 2019 | 17h03 - Actualizado em 16 Julho de 2019 | 17h45

Educação e saúde entre as principias "bandeiras" no Bailundo

Bailundo - A melhoria das condições de ensino/aprendizagem, do atendimento médico e medicamentoso, da mobilidade entre o campo e a cidade, bem como o reforço do saneamento básico, constituem as principais "bandeiras" da administração do município do Bailundo, a 75 quilómetros a Norte da cidade do Huambo.

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O facto foi reafirmado hoje, terça-feira, pelo administrador do histórico município, José Manuel dos Santos, em declarações à ANGOP, por ocasião dos 117 anos da ascensão à categoria da vila, que se comemora esta terça-feira sob o lema “ Bailundo – um povo, uma terra, uma esperança”.

José Manuel dos Santos informou que o sector da educação, com mais de mil salas de aula em 130 escolas, onde estudam 120 mil alunos do ensino primário ao II ciclo do ensino secundário, num universo de dois mil professores, vai continuar a merecer uma atenção especial das autoridades, de modo a fazer da municipalidade um pólo académico do Planalto Central de Angola.

Neste sentido, informou que a administração municipal projecta, para os próximos anos, a construção 13 novas escolas para melhor acomodar os alunos e, ao mesmo tempo, reduzir o número de crianças (estimadas em 30 mil) que estudam em condições precárias, por falta de espaços.

Por este motivo, chamou a atenção sobre a necessidade da implementação de um instituto médio politécnico, como forma de diversificar o leque de formação académico na municipalidade, actualmente limitado pelo magistério primário e o ensino pré-universitário.

Para evitar a fuga de quadros em busca de qualificação para o ensino superior em outras localidades da província e não só, está em funcionamento um núcleo do Instituto Superior Politécnico da Caála, que neste ano matriculou mil e 300 estudantes em vários cursos de licenciatura.

No capítulo da saúde, José Manuel dos Santos assegurou que este sector, com 30 unidades sanitárias, sendo dois hospitais municipais, cinco centros de saúde e 23 postos médicos, com 540 técnicos, ganhará, nos próximos tempos, novas unidades nas comunas da Luvemba e do Bimbe, além do reforço de medicamentos e outro material gastável para torná-lo auto-suficiente e capaz de prestar um atendimento médico e medicamento de maior qualidade.

Segundo o gestor do município do Bailundo, que conta com uma população de 343 mil e 380 habitantes, são de igual modo desenvolvidas acções para o reforço do saneamento básico em todas as localidades, no sentido de torna-la num encanto onde qualquer cidadão gostaria de estar e, ao mesmo tempo, afastar os munícipes de enfermidades como a malária, cólera, doenças diarreicas agudas e outras, que  resultam da falta de higiene pessoal e comunitária.

O administrador municipal frisou que as autoridades locais estão também prestar uma atenção especial ao melhoramento das vias de acesso entre o campo e a cidade, de modo a facilitar o escoamento dos produtos agrícolas das zonas de cultivo para os centros de consumo, como forma de incentivar os camponeses a fomento o agro-negócio nas comunidades rurais.

Com  isso, referiu, tornar possível o escoamento dos produtos agrícolas cultivados pelas 45 mil famílias camponesas, agrupadas em 118 associações e sete cooperativas mais facilitado, que produzem num espaço, de aproximadamente 80 mil hectares, para além de 37 fazendas, em pleno funcionamento.

Entretanto, apontou o feijão, a batata-doce, a mandioca, o milho, a soja, o amendoim e hortícolas diversas, como sendo as culturas mais produzidas na região.

Em relação a água potável, o administrador assegurou que cinco comunas têm acesso a este bem e está em curso requalificação do sistema de tratamento e distribuição, para que mais famílias venham beneficiar do produto, ao passo que em relação à energia eléctrica a municipalidade conta 20 mil consumidores.

Com uma extensão territorial de sete mil 065 quilómetros quadros, correspondentes a 20 porcento do total da província do Huambo, Centro-Sul de Angola, conta com 390 estabelecimentos comerciais, dos quais 43 hoteleiros e similares, 15 locais turismos, 43 moagens, dez mercados rurais e um de âmbito municipal.

No domínio habitacional, José Manuel dos Santos destacou a centralidade local, em construção desde 2012, com três mil moradias da tipologia T3, como sendo o maior ganho, entre as realizações dos 117 anos de existência da vila municipal, conhecida entre 1928 a 1975, como Teixeira da Silva.

Os 343 mil e 380 habitantes da municipalidade, estão distribuídos em 70 povoações comerciais e 568 bairros e aldeias que compreendem as suas cinco comunas Henque, Lunje, Bimbe, Luvemba e vila municipal, sendo que na região encontra-se o “poderoso reino da tribo ovimbundo”, fundado no XV, então designado por Halavala. 

No decorrer deste período foram soberanos do Bailundo os reis Katiavala I, Jahulo I, Samandalu, Tchingui I, Tchingui II, Ekuikui I, Numa I, Hundungulo I, Tchissende I, Jungulo, Ngundji, Tchivukuvuku Tchama Tchongonga, Utondossi, Bonji, Bongue, Tchissende II, Vassovava e Katiavala II. 

O reino do Bailundo teve ainda como soberanos Ekongoliohombo, Ekuikui II, Numa II, Moma, Kangovi, Hundungulo II, Mutu Ya Kevela (vice-rei), Tchissende III, Jahulo II, Mussitu, Tchinendele, Kapoko, Numa II, Pessela Tchongolola,  Ekuikui III, Augusto Katchitiopololo (Ekuikui IV) e Armindo Kalupeteka (Ekuikui V), este último actual rei.

Assuntos Província » Huambo  

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