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16 Julho de 2019 | 21h35 - Actualizado em 17 Julho de 2019 | 10h52

Inspector da Saúde alerta para fragilidade da fronteira com a RDC

Huambo - O inspector-geral do Ministério da Saúde, Miguel dos Santos de Oliveira, referiu esta terça-feira, no Huambo, que a extensa fronteira terrestre entre a República de Angola e a Democrática do Congo (RDC), na parte Norte e Leste do país, constitui a primeira zona de entrada de medicamentos falsos e contrafeitos, que são um atentado à saúde pública.

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Estas declarações foram feitas quando abordava o tema sobre “Vigilância epidemiológica, contrafacção e falsificação de medicamentos”, inserido no Encontro Provincial da Saúde, decorrido esta terça-feira.

O responsável realçou, na ocasião, que a extensa fronteira com a RDC, por ser uma zona difícil de se controlar, tem permitido a entrada de quantidade de medicamentos não-autorizados no país, tornando, cada vez mais, preocupante a situação, devido às consequências irreversíveis que estes produtos podem causar às famílias angolanas.

Por este facto, Miguel de Oliveira referiu que têm sido desenvolvidos esforços, com a retirada do mercado nacional, nos últimos meses, de um total de seis mil toneladas de medicamentos falsificados, contrafeitos e mal conservados, no âmbito da "Operação Resgate".

Apesar disso, salientou que ainda se verifica o aumento, em todo o país, de cidadãos envolvidos em práticas atentatórias contra a saúde humana.

Apontou o mercado informal como o principal destino dos comerciantes de medicamentos falsos, numa altura em que o Ministério da Saúde tem as acções viradas para o reforço do combate a estas práticas, através de campanhas de sensibilização sobre as principias consequências destes produtos e, ao mesmo tempo, de aplicação de métodos coercivos.

Miguel de Oliveira fez saber que os produtos de tratamento de disfunção eréctil são os que mais entram no país, a partir da fronteira com a RDC, uma realidade que preocupa as autoridades angolanas, face ao elevado número de cidadãos que adquirem estes fármacos.

Informou que, recentemente, foi apreendida, nas províncias de Cabinda e da Lunda Norte, uma quantidade ainda por se apurar de afrodisíacos inapropriados para o tratamento da disfunção eréctil e para o emagrecimento, bem como para engordar, este dois últimos mais utilizados pelas mulheres.

O uso insistente destes produtos, segundo o inspector-geral do Ministério da Saúde, tem criado inúmeras consequências, sobretudo no que toca às infecções diversas e ao aumento de mortes, resultantes de problemas cardíacos, pois os mesmos são comercializados, na sua maioria, em forma de chá.

Assegurou que a Inspecção do Ministério da Saúde está a combater esta prática, com um alargamento para o campo da medicina natural, onde se verifica, igualmente, a comercialização de tubérculos com efeitos contrários ao do tratamento de disfunção eréctil por cidadãos que buscam lucro fácil. 

O responsável alertou a população que os fármacos, com imagens eróticas, fabricados na Côte d'Ivoire  e na Nigéria, são de uso proibido.

Angola e a RDC são dois países vizinhos e partilham uma extensa fronteira de dois mil e 600 quilómetros quadrados. 

Assuntos Província » Huambo  

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