Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Sociedade

06 Agosto de 2019 | 15h54 - Actualizado em 06 Agosto de 2019 | 15h54

Marco Victor - um exemplo de sucesso

Luanda - Humilde e corajoso. É assim que se define Marco Victor, angolano de 38 anos, considerado um dos 100 jovens mais influentes de origem africana, que decidiu largar o emprego numa das maiores empresas do país, a Sonangol, para se dedicar ao que chama de "missão de ajudar outros" a atingir o seu potencial máximo, utilizando técnicas, metodologias e processos cientificamente comprovados.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Coach Marcos Victor em entrevista à Angop

Foto: Clemente dos Santos

Motivador de pessoas em todos os aspectos da vida, Marcos Victor tem sido um exemplo de sucesso no empreendedorismo, para outros jovens no país.

Coach, como é conhecido, tem motivado jovens residentes em Luanda, com algum potencial criativo, a não se fixarem apenas na capital do país e procurar oportunidades de negócio no interior.

O seu maior sonho é o de partilhar o palco com o orador norte-americano Tony Roberts, por sinal seu impulsionador para a missão de coaching, que desempenha desde 2015.

Segue a entrevista, na íntegra, daquele que é também o motivador do Clube Desportivo 1º de Agosto, tetracampeão nacional em futebol:

Por Patrícia de Almeida e Hilária Cassule

Angop - Quem é Marco Victor?

Marco Victor (MV) - Sou um jovem angolano, cristão, nascido a 22 de Fevereiro de 1981, em Luanda. Adoro fazer o que faço. Tenho a honra e a sorte de ter nascido neste país cheio de inspiração e isso facilita muito o meu trabalho. Basta andar na rua e tenho ideias para o meu trabalho, para passar a mensagem aos angolanos que, como eu, aspiram chegar mais longe e realizar o seu sonho.

Tenho 38 anos, nasci no prédio 1º de Maio. Costumo dizer que era meu gueto vertical e tenho muito orgulho de ter nascido lá. Como muitos angolanos, vivi e cresci entre a casa dos meus pais e a dos meus avós. Estudei em Angola até terminar o ensino médio e, depois, fui para os EUA, onde me formei em Gestão de Negócios Internacionais. Voltei para Angola para trabalhar e fui novamente para os EUA fazer o mestrado MBA (Mestre em Gestão de Negócios) em finanças.

Angop - É conhecido como coach. O que é isso? 

MV - Coach é uma pessoa que pratica o processo de coaching um método criado para ajudar pessoas a atingir o seu potencial máximo, utilizando técnicas, metodologias e processos cientificamente comprovados.

A ideia é encontrar uma pessoa e saber qual a sua situação actual, o que quer atingir e, a partir daí, elaborar um plano de acção. Ao acompanhar esta pessoa, para que consiga responder às questões daquelas situações que lhe vão fazer atingir os seus objectivos, nós ajudamo-la a produzir o seu plano de acção.

Angop - Há quanto tempo exerce esta profissão?

MV - Estou nisso desde 2015, há quatro anos. Não gosto de chamar de profissão. Chamo de missão. Quando as pessoas descobrem o seu propósito, devem fazê-lo em prol dos outros. É um dom.

Angop - Chama a isso um dom porque?

MV - Acredito que o dom não é o coaching. O dom é da fala, da comunicação, da empatia, de amar pessoas. É uma dádiva de Deus conseguir comunicar com as pessoas, porque nem todos conseguem falar diante do público. Todo mundo que consegue falar pode articular palavras, mas nem todas as pessoas conseguem comunicar, mas, no meu caso, Deus me deu este dom de conseguir comunicar.

Comunicar é mais do que emitir palavras. É emitir palavras de um modo que as pessoas percebam e se sintam inspiradas e saibam quais são os seus sonhos. Então, é um dom, claramente.

Angop - Dá para sobreviver com essa missão, como a chama?

MV - Claramente que sim. Vivo totalmente do coaching, de palestras e workshops, e não vivo mal, graças a Deus.

Angop - Pode sugerir a outros jovens a seguir este caminho?

MV - Seguir este caminho, desde que não seja por dinheiro. Porque isso é uma missão e não uma profissão. É uma missão de vida, e se é uma missão de vida, não é pelo dinheiro. É exactamente porque tens um chamado e queres cumprir tal chamado. Se for por dinheiro, acho que nem vais sobreviver, porque exige muito de ti. Não é um emprego, onde entras às 8h00 e sais às 17h00. Isso é um modo de vida e, sendo um modo de vida, é extremamente importante que estejas disponível.

Angop - Podemos chamar a isso empreendedorismo?

MV - O coaching, por si só, é um processo utilizado para as pessoas atingirem os seus objectivos. É uma das ferramentas que utilizo para cumprir a minha missão. Considero-me uma pessoa que faz estratégia de vida e o coaching é uma das formas com a qual ajudo as pessoas a fazer essa estratégia. O que quero deixar aqui claro é que empreendedorismo é quando criei a minha empresa para fazer estas actividades. A minha missão de vida é ajudar as pessoas a ter melhor qualidade de vida possível. Isso não é empreendedorismo, não é um negócio, é a minha missão.

Com o coaching consegui criar a minha empresa, a MPVictor, focada para fazer coaching da vida individual, de empresas e de  executivos. Com esta empresa, faço também as minhas palestras e workshops. Mas isto é a parte empresarial, como pagar os impostos e salários. Não posso ser visto apenas como um coach. Como ser humano que sou, acredito que tenho uma missão de ajudar as outras pessoas a atingir melhor qualidade nas suas vidas, utilizando várias ferramentas. Uma delas é o coching e a programação neurolinguística.

Estudei neurolinguística e psicologia do desporto. Estudei uma série de coisas que me ajudam a cumprir a minha missão.

Angop – Qual é o seu público-alvo?

MV - São todas aquelas pessoas que respiram e têm noção de que, enquanto estivermos vivos, podemos melhorar. E explico porquê. Faço uma actividade que é kids coach, destinada a crianças e adolescentes (crescer vencedor) que precisam de luzes e estratégias para atingir os seus objectivos. Todo o ser humano, enquanto respirar, tem espaço para melhorar.

Angop - Que conselhos daria a alguém que pretende ser coach?

MV - Deve gostar de pessoas. Se gostas de pessoas e estás disponível para deixar de ter um horário das 8h00 às 17h00, para estar completamente dedicado e mudar o seu estilo de vida, vais conseguir atingir o mais alto patamar nesta área. Porque quanto maior for a tua dedicação e empenho, mais passas a ser o próprio processo (coaching), porque serás um exemplo vivo do que falas e apregoas.

Depois, procurar uma instituição acreditada que tenha capacidade de dar uma formação aprimorada na área do coaching. Digo instituição com acreditação, porque o coahc mexe com a vida das pessoas. Então, não dá para fingir ser coaching, porque, se assim for, vamos criar muitos problemas na vida das pessoas. Vamos influenciar as pessoas de modo errado, seja na vida pessoal, como na profissional. É preciso assumir isso como uma responsabilidade.

Não podemos nos envolver na vida de outras pessoas se não temos esta formação. Um coach não é um psicólogo, outros podem ter ambas as formações. É preciso lembrar que existem diferenças. Um psicólogo faz quatro anos de formação e um coach faz a formação em duas semanas, porque é por fases. O processo de coaching é uma formação contínua.

Angop - Essas instituições acreditadas, o que são?

MV - São as reconhecidas pelas associações internacionais de coaching. Em Angola já existem algumas que fazem formação. Vou começar a fazer isso, em Fevereiro de 2020, através da MPVictor, com um parceiro internacional que tem acreditação na associação internacional. É preciso ter esta responsabilidade.

Angop - Como vê a juventude angolana, neste momento da crise económica e financeira no país?

MV - Ver a juventude angolana é ver-me a mim mesmo. Vejo-me como uma pessoa que sonha todos os dias e que faz muito para realizar estes sonhos. Vejo a juventude angolana sacrificada, que corre atrás das oportunidades dadas ou criadas. Nós não somos de atirar a toalha ao chão, somos verdadeiros lutadores. Temos exemplo dos nossos mais velhos que lutaram para a libertação do país.

Quando alguém não acredita nas suas capacidades, espelha esta falta de crença a outras pessoas. Temos que lutar para transformar o nosso talento em dinheiro. Quando fazes um bolo, faça-o bem feito. Quando és da limpeza, faça bem. O que acontece é que muitos só querem ser senhor doutor, com fatos e gravatas, saltos altos. Todas as profissões são dignas e devem ser respeitadas. Tudo o que fizermos tem que ser com o melhor da nossa capacidade, entrega a tua alma naquilo que fazes. Cada minuto que dás a alguma coisa é a tua vida reflectida nisso, porque depois de passar não volta. A juventude angolana é lutadora, sim.

Angop - Antes de ser coach o que fazia?

MV - Já fiz muita coisa. Trabalhei algum tempo na Vice-Presidência da Republica. Fui assistente de assessoria económica e empresarial. Já fui director-geral do Instituto do Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA) mas, em ambas as instituições, estava em comissão de serviço pela Sonangol (Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola), porque era quadro desta empresa. Comecei a mudar de rumo depois de ter assistido a uma palestra de Tony Robson, um americano, estratega de vidas há muitos anos. Depois de assistir às palestras, várias vezes, no YouTube, tive a oportunidade de assistir pessoalmente, em Nova Iorque. 

Regressei de Nova Iorque decidido a mudar o rumo da minha vida. É essa influência positiva que quero ter sobre os angolanos. Por ter decidido assim, em finais de 2015, escrevi o que chamo “a carta aos engenheiros”, sendo uma ao Manuel Vicente, em que informava que ia sair da Vice-presidência, outra a Isabel dos Santos, na qual pedia a desvinculação da Sonangol, e uma outra a engenheira Bernarda Gonçalves, solicitando a exoneração como director-geral do IDIA.

Angop - Mas todo o mundo quer entrar para a Sonangol e você decidiu sair. Porque?

MV - Quando cumprimos o nosso propósito e vivemos deste propósito, devemos fazer tudo para cumpri-lo. Dinheiro é extremamente importante, mas não é tudo. Estatuto nem sequer acho que seja muito importante. Antes de querermos ter um estatuto, temos que ser pessoas do bem. Como disseste, todo mundo quer ir para a Sonangol, mas não quer ir para a Sonangol para mudar o país, nem para contribuir. Não falo por todos, mas a maior parte quer ir para lá, porque, supostamente, tem estatuto, tem busness (negócio).

Vivemos num sistema e, se houver uma falha no sistema, ele não funciona bem. Cada um de nós tem que se encontrar ali onde pode servir melhor, independentemente do estatuto. Costumo dizer que todos estamos num puzzle com muitas peças. Quando comecei a fazer palestras, o problema começou em casa, onde me chamaram de maluco. Na conversa com o pai, disse que ia largar tudo e me dedicar à palestra. O meu pai perguntou: palestra, de quê?

E eu: De motivação, papa.

Em Angola? Em Angola toda gente já é motivada, retrucou o meu pai.

Poucas pessoas acreditaram em mim. A maioria não confiou e, mesmo assim, não desisti, porque este é o meu chamado, a minha missão aqui na terra.

Angop - Em meio à crise e falta de emprego é viável empreender em Angola?

MV - Acredito que é viável empreender em Angola, mas é preciso pensar em como empreender. Em Angola, às vezes, pensamos em fazer só coisas grandes, queremos todos começar muito grande. Por exemplo, quero produzir pão, mas não quero começar de forma artesanal, quero começar já com uma grande padaria e com máquinas industriais. O bom é começar mesmo no artesanal, em casa. Temos que ser humildes. A humildade é que nos vai permitir empreender. Exemplifico a Itália, que durante muito tempo foi a quarta maior economia do mundo. É o país onde há mais negócios familiares, e aqueles pequenos negócios familiares alimentam a economia. Podemos fazer isso também. Temos uma população muito jovem, que deve ser desafiada a fazer pequenos negócios, até porque o país é grande, e não apenas Luanda. Grande parte dos jovens que fala dos problemas do país nunca saiu da sua província, por isso temos de sair à procura de oportunidades.  

Angop - Como está sua fé em Deus, o que o ajuda na vida?

MV - A fé em Deus é tudo. Eu não sei nada. A sabedoria é divina. Esse é o verdadeiro conhecimento. Esta é a minha visão, sem qualquer desprimor para quem não acredita em Deus, porque eu aprendi a não julgar ninguém. Eu, que acredito em Deus, vejo que a sabedoria divina é infinita.  

Angop - Nas suas palestras motiva as pessoas a seguirem a Jesus Cristo?

MV - Não motivo as pessoas a seguirem a Jesus Cristo. Evangelização é coisa que faço fora da palestra, dentro das minhas palestras digo apenas às pessoas que sou crente, cristão e que acredito em Jesus Cristo. Na minha primeira palestra comecei com a música "when Jesus say yes nobody say no" - que, em português, quer dizer "quando Jesus diz sim ninguém pode dizer não" -, para mostrar a minha identidade, mas não estou para forçar ninguém ou convencer alguém. Isso é trabalho do Espírito Santo.

Angop - O que mais faz, além de ser coach?

MV - Sou 100 por cento coach.

Angop -  Então não sobra tempo para mais nada…

MV - Nem quero que sobre, porque, como disse, viver como coach é uma filosofia de vida e, sendo a minha filosofia de vida, onde quer que vá, como parceiro, pai, filho, levo comigo os meus conhecimentos dessa arte maravilhosa.

Angop - Sente-se feliz com isso?

MV - Sinto-me muito feliz e completamente realizado, mas claramente, como digo sempre, enquanto estivermos vivos, há sempre espaço para melhorar.

Angop - Como está o processo para se tornar orador internacional?

MV - Está a decorrer de modo orgânico, ou seja, o meu trabalho começa a ser visto em várias partes do mundo. No dia 18 de Julho, fui indicado pela MIPAD “Pessoas Mais Influentes de Origem Africana” como um dos 100 jovens afro-descendentes com menos de 40 anos influentes do mundo, na categoria Humanitária, Activismo e Religião.

Angop - Como se sente ao ser incluído nessa lista?

MV - Todos os dias, quando acordo, e lembro-me disso, questiono-me se sou mesmo eu. Depois a resposta é: claro que sim, porque Deus faz-nos a todos merecedores, desde que façamos a nossa parte. Tem fé e tem coragem, é o que diz a palavra de Deus. Portanto, tive fé e tive a coragem de fazer.

Angop - Está disponível para transmitir os seus conhecimentos?

MV - Já faço mentoria. Estou sempre aberto para ouvir. Há, agora, uma expressão muito utilizada, que é "Estamos juntos". Mas será que estamos mesmo? Porque, se for só na palavra, não faz muito sentido. Tem que ser nas acções.  

Angop – Fala em ajudar os outros. O que o motiva a fazer isso?

MV - A bíblia fala de dons, que cada um tem o seu dom e que deve, de facto, trabalhar na sua área. Encontrei o meu, que é comunicar, falar com as pessoas. Não tenho como fugir dele. Estou a trabalhar para alguém, mas também tenho o meu negócio. Um deles não vai correr como podia, a 100 por cento, no total do seu potencial. Por isso, preferi abdicar dos meus empregos, abdiquei. Não foi pedir licença sem vencimento, eu disse: despeçam-me.

Explico porque pedi para me despedirem: se fosse só licença sem vencimento, quando apertasse sabia que podia ir lá bater a porta, e a dedicação não seria a mesma. Quando se faz uma obra, coloca-se umas redes de segurança. Então, se tu queres crescer, tira as redes de segurança.

Angop – No meio da crise, como é largar o emprego que lhe garante o salário no fim do mês para empreender?

MV - A verdade é que nunca estive em crise. Estou em Cristo, o que é completamente diferente. Acredito que Deus há-de prover sempre, porque a palavra diz “tem fé e tem coragem”. Não posso ter só fé, isso não existe. Tens que ter coragem e a coragem é fazer.

Angop - Como pode um jovem desconhecido empreender e conseguir cativar clientes?

MV - Quando comecei, pedia às pessoas para me deixarem falar de graça. Ia às empresas e pedia para fazer palestras. Outra ideia foi gravar vídeos e mandar via WhatsApp para todos os meus amigos, método que continuo a usar até hoje. Por exemplo, estou a investir na minha formação, porque tenho que continuar a ter o factor de distinção. É investimento, porque vou poder servir melhor os meus clientes.

Angop - Como se torna coach do clube 1º de Agosto?

MV - Entrei para o 1º de Agosto de uma forma bastante interessante. Fiz um vídeo de motivação, e alguém ligado ao clube liga para mim e diz: “Marcos, estamos em primeiro lugar, mas estávamos a 10 pontos do segundo classificado, e agora estamos a um ponto. Estamos a sentir que o balneário não está bem, há aqui alguma desmotivação, será que podes fazer alguma coisa”? Disse está bem, vamos falar.

Mantenho um encontro com o presidente do clube, o general Hendrick, e ele diz algo que nunca mais vou esquecer: “Marcos, estou a precisar que tu vás lá para lhes fazer rir”, e eu disse: kota, para fazer rir, terá que chamar o Gilmário (integrante do grupo de humor Os Tuneza). Porque, na verdade, não faço rir. Até haverá dias que vou fazer chorar, porque o que quero é levar as pessoas a tirarem de si o máximo, para atingirem o seu potencial. Fui parar ao 1º de Agosto numa época de crise dentro do balneário, na época de 2015/2016. 

Esta é a minha quinta temporada no clube e sinto que o meu trabalho contribui positivamente. Temos quatro campeonatos conquistados. Já estivemos numa meia-final da Liga dos Campeões Africanos. O meu trabalho com aqueles jovens é só mantê-los unidos, motivados e na busca do potencial máximo, porque acho que o 1º de Agosto tem uma equipa fantástica, principalmente pela sua união.

Angop - Se outro clube o chamar, aceita?

MV - De facto, recebi um pedido de proposta do nosso arqui-rival (Petro de Luanda), e respondi educadamente que não estava interessado, nem sequer quis ouvir a proposta.

Angop - Uma palavra à juventude angolana

MV - Devemos continuar a trabalhar nas nossas três forças. Força espiritual: meu irmão, encontra alguma coisa em que acreditas ser superior a ti, seja Deus, seja a natureza, seja o que tu quiseres, mas acredita em alguma coisa que seja superior a ti, porque nós não controlamos tudo, precisamos de suporte e o suporte espiritual é o mais importante que um ser humano pode ter;

Força mental: é preciso que dediquemos alguns dos nossos recursos para investirmos em nós mesmos, no nosso conhecimento, na melhoria das nossas competências. É muito importante ler. O saldo de dados, o WhatsApp, o Instragam não! Procurem informação no YouTube, vê documentários no Netflix, procura coisas que te façam crescer e aumentar as tuas capacidades, porque só assim vais poder definir o teu preço como profissional. Se não te distinguires dos demais, és só mais um, e tu podes ser especial. Basta que dediques tempo a desenvolver as tuas competências.

Força física: trata de ti, cuida do teu corpo, faz exercícios físicos, medita, caminha, vai à praia, o teu físico precisa de descansar. Sexta-feira é dia do homem, é só ir… chega o sábado, estás rebentado, não consegues recuperar no domingo e, segunda-feira, reclama porque é segunda, quando é do teu suor que deves comer. Trata do teu corpo, bebe menos, fuma menos, cuida da tua saúde, vamos lá Angola. Força, força, força.

Nome completo: Marco Patrice da Silva Victor

Local e data de Nascimento: Luanda, aos 22 de Fevereiro de 1981 (38 anos)

Cor preferida: Azul

Comida preferida: Feijoada

Bebida preferida: Coca Cola 

Passatempo preferido: Natação

Sonho: Partilhar um palco com Tony Roberts

Defeito: Desorganização (meu quarto parece um palco de guerra)

Virtude:  Bom ouvinte

O que mais gosta nas pessoas: Todo mundo tem um lado bom

O que mais detesta: Fofoca

Data marcante na sua vida: Nascimento dos cinco filhos (de 20, 10, 9, 8 e 7 anos de idade).

Assuntos Emprego   Sociedade  

Leia também
  • 06/08/2019 10:53:04

    Acidentes de viação fazem 62 mortos em seis meses

    Ndalatando - Sessenta e dois mortos e 229 feridos constam dos registos das autoridades policiais do primeiro semestre do ano em curso, segundo o balanço da Polícia Nacional na província do Cuanza Norte.

  • 05/08/2019 09:28:14

    Jornalista Paulino Neto vai a enterrar quarta-feira

    Luanda - O jornalista da Agência Angola Press (Angop) Paulino Neto, falecido sexta-feira, vítima de doença, será sepultado quarta-feira, no Cemitério da Santa Ana, em Luanda.

  • 05/08/2019 09:08:31

    Reiterada cooperação Angola/China em comunicação social

    Beijing (Do enviado) - A Directora do gabinete de Intercâmbio Internacional do Ministério da Comunicação Social, Maria de Lourdes Mousinho, reiteirou nesta segunda-feira, em Beijing, (China) a intensidade da cooperação no sector entre os dois países.