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13 Agosto de 2019 | 12h02 - Actualizado em 13 Agosto de 2019 | 12h02

Emancipação da mulher não deve afectar seu papel na família

Huambo - O director do Instituto Bíblico Baptista do Lubango (Huíla), Anastácio Nunes, reafirmou esta terça-feira, na cidade do Huambo, a importância da luta da mulher no processo de emancipação e igualdade de direitos, mas coexistindo com o seu papel enquanto donas de casa.

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Em declarações à ANGOP, para abordar o papel das mulheres na família, assumiu que a sua emancipação, enquanto ferramenta para combater a desigualdade no género e libertar as mulheres de preconceitos negativos, é um fenómeno em ascensão na sociedade angolana.

Apesar de se mostrar favorável a este processo, que existe no mundo desde o século XIX, salientou que, no contexto angolano, deve ser acompanhado da assumpção das mulheres pelo cuidado com o marido, filhos e tarefas do lar, para se evitar conflitos no seio familiar.

De acordo com o também pastor da primeira Igreja Baptista do Lubango, os problemas sociais no país estão interligados aos problemas familiares, muitos dos quais surgem do facto das mulheres estarem a relegar o seu papel de donas de casa.

Considerou, por esta razão, urgente repensar as relações intra-familiares, tendo como referência a fragilidade que se observa no laço mãe-filha, por ser o que, segundo ele, mais tem gerado fissuras educacionais na sociedade.

O autor dos livros “A vergonha é das mães?" "O cair é humano e o levantar é divino” disse que o papel de dona de casa, muitas vezes incompreendido por motivações culturais, é o baluarte indispensável para a edificação de uma sociedade harmoniosa.

Segundo ele, ser dona de casa é ser uma mulher virtuosa, que enfrenta os desafios da sociedade moderna sem perder de vista a noção do seu real valor dentro do lar, respeitadora da aliança matrimonial e, acima de tudo, submissa ao seu marido e educadora dos filhos.

O pastor Anastácio Nunes lamentou, porém, o facto de estar difícil, actualmente, encontrar-se na sociedade angolana mulheres virtuosas que não negam o papel de donas de casa, apesar dos seus compromissos laborais e de formação.

Afirmou, também, que as novas linhas de pensamento e o intercâmbio cultural com povos de países ocidentais está a alterar profundamente o modelo de família angolana, tornando a sociedade mais confusa ainda, por causa das fortes tensões que são criadas no seio familiar.

Por falta de critérios educacionais sólidos, o pastor Anastácio Nunes reconheceu que a sociedade angolana se está a perder na permissividade, com os casamentos a serem frequentemente desfeitos a belo prazer da vontade dos seus constituintes.

Assuntos Província » Huambo  

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