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20 Agosto de 2019 | 16h28 - Actualizado em 20 Agosto de 2019 | 18h04

Autoridades buscam soluções no bairro Zorro

Saurimo - A administradora municipal adjunta de Saurimo para a área Técnica e Infra-estrutura, Francisca Manganda, anunciou, nesta terça-feira, que já dispõe de um plano estratégico para instalação de serviços sociais básicos, nos bairros Zorro e Sueja, província da Lunda Sul.

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Em declarações à ANGOP, a responsável reconheceu a existência de problemas com o fornecimento de energia eléctrica e água potável, sublinhando que estão a trabalhar para repor algumas infra-estruturas sociais vandalizadas pela população.

Segundo Francisca Manganda, que reagia às queixas das comunidades locais, as duas zonas dispunham de chafarizes, mas ficaram sem água devido à vandalização das electrobombas e dos painéis solares.

"Muito deste material furtado foi recuperado e será recolocado nos chafarizes que poderão entrar em funcionamento ainda este mês", explicou.

Por falta desses serviços sociais básicos, como água, energia eléctrica, postos policiais e de identificação civil, alguns munícipes estão a abandonar os bairros do Zorro e Sueja.

Segundo o soba do bairro Zorro, Francisco Sozinho, a zona está privada de hospitais, escolas, energia eléctrica em residências e na via pública, além de outros serviços.

Outra dificuldade das comunidades locais, de acordo com aquela autoridade tradicional, é a falta de jangos comunitários para promover a convivência harmoniosa entre os moradores, e latrinas públicas para melhorar o saneamento básico.

“A população percorre, a pé, nove a dez quilómetros, em busca de assistência médica e medicamentosa em Saurimo. As crianças estudam, até à 3ª classe, em salas de aulas provisórias cedidas pelas igrejas, por falta de escola na área”, desabafou.

Esta situação, lamentou, tem tornado a vida neste bairro mais difícil.

Por seu turno, o soba do bairro Sueja, Celestino Upale, disse existir apenas um posto de saúde na região, que funciona com um enfermeiro. “Isso tem criado transtornos no atendimento de pacientes”.

Apelou às autoridades da província a construírem postos de saúde, escolas e outras infra-estruturas sociais, para evitar o êxodo populacional e o despovoamento do bairro.

Segundo o soba, as autoridades locais já dominam a informação sobre a real situação do bairro Sueja, pelo que alguns munícipes aguardam a intervenção da administração.

A propósito, a administradora adjunta Francisca Manganda desmentiu algumas afirmações das autoridades tradicionais e da população, afirmando que as duas zonas contam com postos de saúde, construídos ainda este ano.

Admitiu, entretanto, que falta o apetrechamento das infra-estruturas.

O bairro Zorro tem uma população estimada em mais de três mil habitantes, enquanto o Sueja conta com 2.950 moradores, na sua maioria camponeses.

Os dois bairros foram construídos em 2014, pelo Governo, no quadro do programa de unificação das aldeias.

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