Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Sociedade

23 Agosto de 2019 | 12h47 - Actualizado em 23 Agosto de 2019 | 13h18

Defesa do consumidor desencoraja abate clandestino de animais

Huambo - O responsável pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) no Huambo, Afonso Tchikukuma, desencorajou hoje, sexta-feira, nesta cidade, os cidadãos que insistem em abater animais em locais clandestinos para a posterior comercialização da carne nos mercados informais, a desistirem de tais práticas por colocar em perigo a saúde pública.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Em declarações, no final de uma visitas de constatação das condições higeo-sanitária dos matadouros industrial da Chiva (Dinapro) e Ombelela, localizado no Pólo Industrial de São Pedro, Afonso Tchukukuma argumentou que a carne proveniente do abate clandestino, representa uma ameaça à saúde pública, porque os animais são abatidos sem uma prévia consulta médica.

O responsável fez saber que o número de animais abatidos nos matadouros legais não passam das 10 cabeças diárias, o que não corresponde à quantidade de carne comercializada nos mercados informais do município do Huambo.

Indicou que a proliferação de locais clandestinos de abate de animais, entre gado bovino, caprino, ovino e suíno, deve-se também a incapacidade de fiscalização por parte dos Serviços de Veterinários e das administrações municipais no sentido de travar esse fenómeno.

Daí que, na sua visão, exige-se um reforço da intervenção da Polícia Nacional, do SIC e dos cidadãos, estes na denúncia destes locais clandestinos.

"Parece que quase nada faz-se por parte dos órgãos de fiscalização, em relação aos locais de abate de animais em locais clandestinos. Sabe-se que tais actos ocorrem em quintais privados e em horas desconhecidas”, disse.

Acrescentou que os cidadãos que insistem abater os animais em locais clandestino não observam os aspectos importantes a ter em conta nos matadouros, como os utensílios a utilizar, as indumentarias e a observância de todos os princípios de higienização, para a  salvaguardar da saúde pública.

“Os perigos de se consumir esse tipo de produto são muito grandes, tendo em conta os riscos de contaminação durante o processo de abate, transporte, armazenamento e o preparo deste alimento. Há ainda casos em que os animais são abatidos em estado doentio”, referiu.

Por este motivo, alertou ainda a todos os operadores clandestinos que a matança de animais para consumo, bem como os vendedores ambulantes de carnes nas praças no sentido de  evitarem esta actividade, porque de acordo com a lei vigente os infractores serão sancionados com a apreensão e destruição da carne.

Neste momento, são dois o número de matadouros em funcionamento na cidade do Huambo, com destaque para o matadouro industrial da Chiva (Dinaprop), com três linhas de abate de gado (bovino, suíno e caprino) com capacidade para 250 animais por dia, paralisado desde 1992.

Assuntos Província » Huambo  

Leia também
  • 23/08/2019 11:38:12

    Cadeia de Cambiote aposta na agricultura

    Huambo - A cadeia do Cambiote, arredores da cidade do Huambo, está apostada no fomento da agricultura, para reduzir os gastos com a importação de alimentos e oferecer uma dieta alimentar mais saudável à população penal.

  • 21/08/2019 21:17:22

    População da província pode crescer 3,4 por cento até Dezembro

    Huambo - A população da província do Huambo, planalto central de Angola, poderá registar, até Dezembro deste ano, um crescimento de 3,4 por cento, equivalente a 79 mil e 402 habitantes, informou hoje, quarta-feira, à ANGOP, o director local do Instituto Nacional de Estatística (INE), Ruben Gomes.

  • 21/08/2019 16:17:10

    Município da Caála com nova dinâmica de crescimento

    Caála - O município da Caála, 23 quilómetros da cidade do Huambo, regista um ritmo de crescimento acelerado.