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12 Setembro de 2019 | 20h03 - Actualizado em 13 Setembro de 2019 | 10h01

Marco Histórico de Kifangondo carece de especialista em museologia

Luanda - O Marco Histórico de Kifangondo, no município de Cacuaco, em Luanda, carece de especialistas em museologia, para a recolha de mais informações sobre uma das batalhas mais violentas e decisivas da II guerra de libertação de Angola.

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De acordo com o director do sítio histórico, Elísio Rodrigues, a direcção perspectiva a formação de especialistas para trabalhar com entidades que participaram na batalha e com representações diplomáticas como as da República Democrática do Congo e de Cuba, a fim de enriquecer o acervo.

Elísio Rodrigues, que falava à Angop durante uma visita de moradores do Kilamba Kiaxi ao Marco, informou que a direcção pretende estabelecer parcerias e troca de experiências com o Ministério da Cultura, Arquivo Histórico Nacional, União dos Escritores Angolanos e órgão de comunicação social, para maior difusão do trabalho da instituição.

Disse que a instituição trabalha com dois historiadores que realizam algumas pesquisas, mas precisa de especialistas em museologia, para a recolha de dados no campo e contacto com algumas entidades.

O Marco Histórico, de acordo com o director, recebe, em média, 800 a 1000 visitantes por mês.

As visitas, que podem ser em grupo ou individual,  realizam-se todos os dias da semana, incluído aos feriados.

Além das salas de exposição, o Marco tem serviços de restaurante, biblioteca e anfiteatro.

A visita da delegação do Kilamba Kiaxi ao Marco, que contou com um grupo de trabalhadores, membros da comissão de moradores e autoridades tradicionais, enquadra-se no programa do 43.º aniversário do município e do seu patrono, António Agostinho Neto.

Em Kifangondo, ponto de encontro das grandes estradas do Norte, que dista a cerca de 20 quilómetros de Luanda, desenrolou-se uma das mais violentas e decisivas batalhas da II guerra de libertação nacional.

No local, foi estabelecida a linha de contenção das forças invasoras que progrediam aceleradamente desde a fronteira Norte, para impedir que, a 11 de Novembro de 1975, o MPLA proclamasse a independência nacional.

Em honra aos combatentes tombados, foi erguido, no local, o Monumento Histórico, cuja primeira pedra foi lançada a 24 de Marco de 1977 pelo primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, e o de Cuba, Fidel de Castro, inaugurado a 9 de Novembro de 2004.

O monumento, consignado na bandeira nacional, foi  concebido pelo deputado Rui de Matos, um dos integrantes da batalha.
 

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