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09 Setembro de 2019 | 18h24 - Actualizado em 09 Setembro de 2019 | 22h11

Príncipe Harry reforça luta contra minas

Luanda - O funcionário consular da Embaixada de Angola na Guiné Equatorial Leonel Romão afirmou, nesta segunda-feira, que a visita do príncipe Harry ao país representará a consolidação do trabalho de desminagem "apadrinhado" pela princesa Diana, em 1997.

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Funcionário consular da Embaixada de Angola na Guiné Equatorial Leonel Romão

Foto: Cedida

Segundo Leonel Romão, à altura jornalista da Agência Angola Press e intérprete oficial da princesa Diana (1997), à semelhança da sua mãe, Harry assumiu pessoalmente, recentemente, a causa das minas terrestres até 2025, como patrono da The Hallo Trust.

O príncipe Harry já esteve em Angola para um projecto de desminagem, em 2013, mas o diplomata acredita que, com esse retorno, segue os passos da mãe nessa mesma direcção.

Harry junta-se nos próximos dias aos esforços do governo angolano para erradicar minas terrestres e potenciar o turismo, no quadro de uma digressão a decorrer de 23 de Setembro a 02 de Outubro próximo, pela África do Sul, Malawi, Botswana e Angola.

No país, visitará o projecto de remoção de minas terrestres, processo destacado em várias fotos distribuídas mundialmente, por altura da visita ao país da sua falecida mãe, a princesa Diana, em 1997.

As fotos de Diana, com equipamentos de proteção enquanto caminhava entre placas vermelhas com caveiras, deram publicidade vital para à organização The Hallo Trust, cujo projecto em Angola destinava-se à retirada de minas deixadas durante a guerra.

Diana morreu alguns meses antes da assinatura do tratado internacional que proibiu o uso de minas terrestres no final daquele ano. A princesa do povo era uma das maiores defensoras da retirada das minas terrestres dos antigos campos de guerra.

Além da questão do combate às minas, a vinda do príncipe Harry será uma "porta aberta" para a promoção do turismo, em particular da região da Bacia do Okavango-Zambenze, município de Dirico,  província do Cuando Cubango, ponto de entrada do visitante em Angola.

Leonel Romão considerou que Angola deve aproveitar esta oportunidade para projectar mais actividades de angariação de fundos, para levar a cabo acções que visem a erradicação definitiva das minas terrestres anti-pessoal no país.

"Angola não se pode dar ao luxo de desperdiçar as oportunidades”, expressou, lembrando que, em 1997, a princesa Diana considerou ser um processo "longo e caro".

Recordou que durante a estada em Angola, a princesa Diana visitou, em Luanda, o Centro de Saúde de Kikolo, os centros Ortopédico de Viana e do Neves Bendinha, enquanto na província do Huambo esteve num campo minado para inteirar-se do trabalho desenvolvido pela  Hallo Trust.

Dados do Instituto Nacional de Desminagem (INAD) de 2017 referem que dos mais de três mil campos de minas identificados no país, durante a guerra civil (1975/2002), dois mil haviam sido desminados, restando desminar mais de mil campos.

Assuntos Angola  

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