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19 Setembro de 2019 | 18h23 - Actualizado em 19 Setembro de 2019 | 19h15

Especialistas querem comunidades na gestão de recursos naturais

Luanda - Especialistas angolanos e estrangeiros defenderam, nesta quinta-feira, em Luanda, o envolvimento das comunidades locais na gestão e exploração dos recursos naturais, para a prevenção de conflitos internos e transfronteiriços.

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A exploração dos recursos naturais a nível do continente, sem qualquer benefício para as populações locais, tem desencadeado a disputa de interesses que, em muitas circunstâncias, desembocam em conflitos armados devido a má partilha destes recursos.

Neste contexto, a chefe do departamento político do escritório do enviado especial da ONU para a região dos Grandes Lagos, Theresa Pirkel, disse que o não benefício dos recursos naturais e a desigualdade social causam muitos conflitos, fomentados pelos grupos armados.

Porém, a responsável alega que a ignorância de muitos governos africanos está a contribuir também para a agudização dos conflitos envolvendo a gestão dos recursos naturais, onde a débil execução das políticas possibilita o surgimento de grupos ilícitos de exploradores.

Já o director da Fundação Quissama, Wladimiro Russo, chamou a atenção dos estados africanos para uma maior abertura com as comunidades locais na gestão dos recursos naturais.

O também ambientalista particularizou a situação vivenciada na zona do projecto Okavango/Zambeze (Angola, Zâmbia, Zimbabwe, Namíbia e Botswana), onde defendeu a inclusão das comunidades, quer como guias turísticos, guardas florestais e no fomento do desenvolvimento económico com iniciativas agrícolas e a exploração artesanal de determinados produtos.

Para o responsável, tais mecanismos podem ajudar para a conservação ambiental, bem como a prevenção de conflitos.

A comissária para a Economia Rural e Agrícola da União Africana, Josefa Sacko, considerou necessário a criação de um ambiente pacífico para se proteger os recursos naturais dos países contra a pirataria, saques, expropriação ilegal e apropriação indevida.

“A maior parte das guerras no continente é causada pelos recursos naturais. As comunidades locais têm de beneficiar e participar nas negociações para se evitar os conflitos”, referiu.

O fórum, que decorreu no Memorial Agostinho Neto, no âmbito da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, concentrou-se na partilha de experiências de cooperação bem-sucedidas e estudos de casos de projectos e iniciativas envolvendo a UNESCO que contribuem para a prevenção de conflitos na gestão dos recursos naturais nacionais e transfronteiriços no continente africano.

Estão presentes nesta Bienal de Luanda, representantes de 16 países africanos e das comunidades na diáspora, provenientes do Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, República Democrática do Congo, Namíbia, África do Sul, Brasil e Itália, dentre outros.

Assuntos Angola  

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