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11 Janeiro de 2020 | 06h36 - Actualizado em 11 Janeiro de 2020 | 06h35

Moradores do Bocoio consomem água imprópria

Lobito - Com as torneiras secas há já quase duas semanas, devido à paralisação do sistema de distribuição, os habitantes da vila do Bocoio, província de Benguela, estão a consumir água não tratada retirada do rio Cubal, apurou a Angop.

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Moradores do Bocoio consomem água imprópria (ARQUIVO)

Foto: JOSE CACHIVA

A paralisação do abastecimento de água canalizada à vila do Bocoio foi provocada por problemas técnicos no poço de sucção, onde está a bomba de adução de água bruta, que ficou entupida devido a impurezas provocadas pela areia e lama, segundo informou uma fonte da Empresa de Águas e Saneamento do Lobito (EASL).

Agastados com a situação, moradores da vila do Bocoio queixam-se de estarem privados do abastecimento de água tratada nos últimos 15 dias e, por isso, são obrigados a consumir água não tratada retirada do rio Cubal.

Sem água em casa para beber, cozinhar ou lavar, Avelina Maurício clama por uma intervenção urgente da EASL, já que, a seu ver, a falta deste produto está a criar sérios transtornos a população da circunscrição.

A dona de casa acrescenta ainda que, apesar dos riscos para a saúde, as famílias não têm outra alternativa a não ser usar a água no rio Cubal, para beber, cozinhar ou lavar a louça, apesar de imprópria para o consumo humano.

Contou que a água para o uso doméstico está a ser tirada do mesmo lugar do rio onde populares costumam a tomar banho, às manhãs, e lavar a roupa com sabão, o que pode provocar problemas à saúde dos consumidores.  

“As pessoas têm que acordar às cinco horas da manhã para se deslocarem até ao rio Cubal buscar água boa, porque se for mais tarde ao rio, corre-se o risco de encontra a água já suja devido à presença de gente a tomar banho ou a lavar a roupa", ressaltou.

EASL trabalha para solucionar o problema

O administrador para a área Técnica da EASL, Adilson Dellany, informou que há já uma equipa de especialistas a trabalhar no terreno para resolver o problema, mas reconhece que a tarefa só será concluída com a intervenção de uma máquina retroescavadora, que seguirá, nos próximos dias, do Lobito para o município do Bocoio.

Segundo o responsável, o trabalho poderá ser complicado e demorado uma vez que o local da avaria está localizado numa zona de difícil acesso.

"No Bocoio não existe máquinas nem equipamentos pesados para executar acções complexas de engenharia hidráulica, daí a necessidade de a empresa fazer deslocar uma retroescavadora do Lobito", frisou.

E acrescentou que, para acautelar casos no futuro, a EASL projecta para época seca a construção de um dique para contenção e retenção das areias arrastadas pela água que corre pelo rio.

Adilson Dellany anunciou ainda outros trabalhos para melhorar o sistema, como a instalação de uma bomba de adução de água bruta no período seco, altura em que o caudal do rio atinge níveis baixos.

A EASL é a empresa pública de águas responsável pelo fornecimento deste líquido nos municípios do Lobito, Catumbela, Bocoio e Balombo.

A sede municipal do Bocoio tem 600 clientes cadastrados e o baixo poder aquisitivo da população tem sido factor impeditivo do aumento do número de famílias com acesso à rede pública de água tratada, numa região onde vivem mais 154 mil habitantes.

Assuntos Província » Benguela   Água  

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