Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Sociedade

12 Janeiro de 2020 | 18h46 - Actualizado em 12 Janeiro de 2020 | 18h46

Vice-governadora quer denúncias contra falsos antigos combatentes

Lobito - A vice-governadora provincial de Benguela, Deolinda Valiangula, apelou hoje, na comuna do Biópio, município da Catumbela, a sociedade a denunciar os eventuais casos de falsos antigos combatentes e veteranos da pátria com que se depararem, para que sejam excluídos do sistema de pensão.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Deolinda Valiangula, vice-governadora provincial de Benguela (arquivo)

Foto: José Honório

“Estamos a encontrar muitos indivíduos aproveitadores e bandidos. Quem nasceu em 1960 não pode ser antigo combatente. Pode, sim, ser filho”, disse a governante, quando falava a propósito do 15 de Janeiro, Dia Nacional do Antigo Combatente e Veterano da Pátria, alertando para a existência de indivíduos que até beneficiam da pensão, sem merecerem.

Deolinda Valiangula, que responde pelos sectores político, social e económico no Governo de Benguela, ilustrou como o actual processo de prova de vida dos pensionistas, levado a cabo pelo Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, já permitiu ao Estado poupar cerca de 270 milhões de kwanzas por mês, porque foram excluídos do sistema pensionistas fantasmas.

É nesse sentido que a responsável chama de “intrusos e aproveitadores” os indivíduos que, agindo de má-fé, também entraram no sistema de pensões, sem nunca terem sido antigos combatentes, assim obrigando o Estado a gastos exorbitantes.

A quem tenha conhecimento da existência de um indivíduo que se faz passar por antigo combatente e injustamente recebe pensão, a vice-governadora aconselha a denunciar às autoridades, de forma a ajudar que os verdadeiros antigos combatentes recebam os apoios a que têm direito.

Para a vice-governadora, boa parte destes elementos até foram retirados do sistema, porém, há ainda vários casos possíveis de cidadãos injustos que procuram sobreviver à custa do esforço consentido pelos antigos combatentes, durante a luta de libertação nacional do jugo colonial.

“Ainda temos aproveitadores. Um indivíduo tem 35 anos e diz que foi antigo combatente. Será que combateu antes de nascer”, questionou a governante.

Esse comportamento, segundo ela, faz com que o governo, em vez de se preocupar [apenas] com os antigos combatentes, viúvas e descendentes, ainda gaste alguma percentagem de dinheiro com aqueles que entraram no sistema de pensão, à margem da lei vigente.

Também reconheceu os apoios concedidos a esta franja social, na perspectiva de gerar renda, porém, admite que o Governo ainda tem muito por fazer isto, isto porque a actual situação social dos antigos combatentes não é satisfatória.

Lembra ainda Deolinda Valiangula o desígnio nacional de corrigir o que está mal e melhorar o que está mal para reafirmar o compromisso das autoridades de resolver os problemas dos antigos combatentes, visando assegurar o seu bem-estar.

Leia também
  • 11/01/2020 06:36:43

    Moradores do Bocoio consomem água imprópria

    Lobito - Com as torneiras secas há já quase duas semanas, devido à paralisação do sistema de distribuição, os habitantes da vila do Bocoio, província de Benguela, estão a consumir água não tratada retirada do rio Cubal, apurou a Angop.

  • 11/01/2020 04:09:44

    Lar de idosos do Lobito clama por reabilitação

    Lobito - O Lar São Vicente de Paulo, o único vocacionado para acolher idosos vulneráveis na cidade do Lobito, província de Benguela, está a necessitar de obras de reabilitação, no sentido de evitar maior degradação da sua infra-estrutura.

  • 09/01/2020 13:39:58

    Incêndio destrói fábrica em Benguela

    Benguela - Um incêndio de grandes proporções ocorrido na madrugada de hoje (quinta-feira), na zona industrial do Uchi, arredores da cidade de Benguela, destruiu totalmente uma fábrica de embalagem e dois armazéns de bens alimentares, sem causar vítimas.