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15 Janeiro de 2020 | 13h52 - Actualizado em 15 Janeiro de 2020 | 19h17

Arcebispo defende inclusão do Umbundu no sistema geral de ensino

Huambo - O arcebispo emérito do Huambo, dom Francisco Viti, defendeu hoje (quarta-feira) a necessidade da inclusão da língua Umbundu no sistema geral de ensino e aprendizagem como disciplina curricular, para sua preservação como símbolo de identidade e revitalização da cultura nacional.

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Dom Francisco Viti - Arcebispo emérito do Huambo

Foto: Angop - Huambo

Em declarações à imprensa sobre a sua obra “Tradução do Catecismo da Igreja Católica em Umbundu”, a língua com mais falantes no país, depois do português (língua oficial),  dom Francisco Viti defendeu  que o processo de aprendizagem de uma língua (nacional) deve começar no seio familiar e ser transportado depois para o sistema oficial de ensino.

Dom Francisco Viti reconhece existir vontade, por parte do governo angolano, em levar o ensino das línguas nacionais às escolas, porém, isto ainda necessita de mais estudos para que o ensino das línguas locais não se resuma somente a iniciação, devendo ser abrangente ao I e II ciclo do ensino geral, a fim de se melhorar a forma de aprendizagem.

“As línguas nacionais, dada a sua importância no mosaico cultural angolano, devem ser transmitidas muito cedo às crianças, uma vez que elas simbolizam a identidade de um povo independente e, consequentemente, a sua valorização”, destaca dom Francisco Viti.

O prelado católico lembrou que hoje em dia existe mais preocupação dos pais levarem os filhos para  uma escola de língua inglesa, espanhola e francesa, em detrimento do ensino, mesmo em casa, da língua local (no caso do Huambo o Umbundu).

Adiantou que, com esta atitude, se está a desvalorizar, cada vez mais, as línguas nacionais, deixando de ser interessante para as novas gerações, exigindo por este facto uma maior unidade no sentido de se ultrapassarem essas barreiras na sociedade.

Preservação das línguas nacionais  

Na sua opinião, cada grupo deve preservar e promover a sua língua. Cada cidadão deve preocupar-se em aprender a língua da região onde estiver a residir, sem desprimor da sua língua materna, por fazer parte da identidade cultural de um povo, o que ajuda a perceber melhor os hábitos e costumes de uma determinada comunidade e sua história.

“Angola é um país onde existem a língua portuguesa e várias nacionais, com destaque para o Umbundu, Kimbundo, Kikongo, Nyaneka-Humbi, Oshiwambo ou Kwanyama, Ganguela e Tchokwé”, ressaltou.

Francisco Viti nasceu em Misasa – Evanga, província de Benguela, a 15 de Agosto de 1933. Estudou no Seminário Menor do Quipeio, também conhecido por Seminário Menor da Caála e no Seminário Maior de Cristo Rei no Huambo, onde fez os cursos de Filosofia e de Teologia. Foi ordenado sacerdote a 14 de Julho de 1963,  na Catedral do Huambo.

Depois de onze anos na Diocese de Menongue foi nomeado Arcebispo do Huambo, no dia 20 de Setembro de 1986. No domingo das Missões, 19 de Outubro de 1986, tomou posse como segundo Arcebispo do Huambo, na Sé Catedral.  

Dom Francisco Viti serviu a Igreja do Huambo durante 17 anos. 

Assuntos Província » Huambo  

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