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27 Janeiro de 2020 | 16h58 - Actualizado em 27 Janeiro de 2020 | 19h47

Famílias do "estaleiro do Sequele" serão realojadas

Luanda - Doze famílias residentes num estaleiro de empreiteiros chineses, na Centralidade do Sequele, município de Cacuaco (Luanda), há mais de cinco anos, serão realojadas noutras áreas da capital do país, até ao dia 07 de Fevereiro deste ano.

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A informação foi avançada esta segunda-feira pelo administrador-adjunto para a área política, social e comunidade de Cacuaco, Gabriel Bunga, que disse não ser "alarmante" a condição das famílias, como tem vindo a ser denunciado nas redes sociais.

Segundo relatos dos últimos dias, várias famílias, incluindo crianças e adolescentes, estariam a residir naquele estaleiro de obras em condições sociais precárias e preocupantes.

Pelo menos 70 cidadãos, entre mulheres, homens, adolescentes e crianças, residem naquele estaleiro, de acordo com estimativas da administração de Cacuaco.

No final da visita de uma comissão multidisciplinar do Governo ao local, Gabriel Bunga declarou à imprensa que o espaço alberga dois grupos de cidadãos: funcionários da empresa chinesa CTC que edificou a Centralidade do Sequele e outro de uma empresa não identificada.

Das 12 famílias residentes no estaleiro, sete são de funcionários da CTC, empresa que vai assumir o realojamento das mesmas, enquanto as outras cinco da outra empresa ficarão aos cuidados da Administração Municipal do Sequele e do Instituto Nacional da Criança (INAC).

De acordo com Gabriel Bunga, os trabalhadores da empresa não identificada vivem em contentores, mas, ainda assim, não estão em condições desumanas.

INAC e registo das crianças

Por sua vez, o director do Instituto Nacional da Criança (INAC), Paulo Calesse, disse que na reunião realizada depois da visita foi acordado que se fará o registo de nascimento das crianças do estaleiro.

Assegurou que as autoridades vão, igualmente, assegurar vacinas e consulta médicas para todos os moradores.

Segundo o director, constatou-se que as famílias residem no local por vontade própria e não da empresa, daí não haver necessidade para a punição da empresa em causa. "Todos concordamos que o estaleiro não é o local ideal para essas famílias viverem e, por isso, estabelecemos até ao dia 07 de Fevereiro para serem retiradas", rematou.

Quanto ao horário de trabalho, o director do INAC disse que a área encarregue vai trabalhar com a empresa para rever a questão das horas de trabalho e os dias de folga, bem como assegurar o cumprimento de outros direitos dos trabalhadores do estaleiro.

Assuntos Sociedade  

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