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27 Janeiro de 2020 | 14h01 - Actualizado em 27 Janeiro de 2020 | 13h59

Sindicato indignado com situação de ex-funcionários do sector agrícola

Huambo - Dois mil e 780 antigos funcionários de extintas empresas públicas tuteladas pelo Ministério da Agricultura e Florestas estão no desemprego, desde 2018, data em que foram encerradas por Decreto Presidencial, o que os deixa numa situação social degradante.

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Viriato Fernandes, Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores da Agro-Pecuária, Pescas, Derivados e Ambiente

Foto: Júlio Vilinga

O facto foi referido esta segunda-feira, no Huambo, pelo secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Agro-Pecuária, Pescas, Derivados e Ambiente de Angola, Viriato Fernandes Bumba, ao intervir na abertura da 1ª reunião ordinária da sua comissão executiva.

Na sua intervenção, Viriato Fernandes Bumba mostrou-se preocupado pela situação dos filiados, alguns deles mesmo já reformados, mas sem o devido enquadramento no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Entre estas empresas, referiu o sindicalista, estão ex-funcionários da MECANAGRO, SOPIR e FRESCANGOL.

No entanto, o sindicalista disse estarem a decorrer, nesta altura, negociações com as entidades empregadoras para que sejam encontradas soluções e se possa ultrapassar a situação, que assola os 2.780 filiados, sobretudo pelo facto de o Estado ter sido o promotor da criação dessas empresas.

Segundo Viriato Fernandes Bumba, deve-se garantir o salário e a reforma dos ex-trabalhadores dessas empresas, actualmente desempregados, numa altura que o país regista, desde 2018, uma situação económica e social degradante.

“As empresas foram extintas e os funcionários estão no desemprego, daí a razão da criação de uma comissão para averiguar a condição actual dos mesmos ex-trabalhadores da MECANAGRO, SOPIR e FRESCANGOL, como forma de proporcionar o bem-estar para estes profissionais e suas famílias”, argumentou.

Perante delegados provenientes das províncias do Bengo, Benguela, Cuanza Sul, Huambo, Huíla, Luanda e Lunda Norte, mostrou-se igualmente preocupado com a fraca valorização dos sectores agro-pecuária, pescas, derivados e ambiente, situação que obrigou o sindicato a traçar um novo método de actuação para apresentar, nos próximos dias, às entidades empregadoras e outras instâncias de direito.

Por sua vez, a secretária da organização sindical na província do Huambo, Luzia Joaquim Baptista, referiu que os problemas reais e candentes que assolam os trabalhadores do sector estão bem identificados, exigindo, por esta razão, mais união entre os filiados, para a criação de um círculo negocial determinante com a entidade empregadora.

Com término previsto para hoje, os participantes vão analisar, de forma profunda, o funcionamento e a vida orgânica dos sindicatos do ramo, a situação sócio-laboral e reivindicativo, levantamento de casos e acções de luta, entre outros temas.

Assuntos Província » Huambo  

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