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16 Fevereiro de 2020 | 14h40 - Actualizado em 16 Fevereiro de 2020 | 14h39

Governo cria base de dados dos refugiados

Dundo - As autoridades angolanas e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) vão, este ano, proceder ao levantamento do número real dos refugiados residentes na província da Lunda Norte, para a criação de uma base de dados, com vista a permitir maior controlo dos mesmos.

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Lúcio Gonçalves do Amaral, Secretário de Estado para a Acção Social

Foto: Francisco Miúdo

O facto foi anunciado neste sábado, no Dundo, pelo Secretário de Estado para Acção Social, Lúcio do Amaral, após uma reunião com os representantes do ACNUR na Lunda Norte, sublinhando que a medida visa também avaliar a situação actual dos refugiados que se encontram fora do campo do Lóvua e saber quantos pretendem ficar no país.

As autoridades locais e o ACNUR têm um registo de 3.064 refugiados da República Democrática do Congo, fora do campo de acolhimento do Lóvua.    

De acordo com Lúcio do Amaral pretende-se contabilizar as pessoas para se saber onde estão e o que fazem, uma vez estarem a ser  preparadas as condições necessárias para o efeito.

Por seu turno, o chefe dos escritórios do ACNUR na Lunda Norte, Chrispus Tebid, disse que após o levantamento serão atribuídos estatutos de exílio aos refugiados que decidirem permanecer em Angola.

Em 2019, 1.560 refugiados manifestaram o interesse de permanecer em Angola.

O ACNUR retomou, segunda-feira (10), o processo de repatriamento voluntário dos refugiados da República Democrática do Congo (RDC), suspenso em Novembro de 2019, com o envio de 130 cidadãos a província de Kassai Ocidental, dos quais 80 são crianças, 22 mulheres e 28 homens, integrantes de 29 famílias.

Desde o início deste processo, em Outubro transacto, regressaram já a RDC duas mil e 720 pessoas.

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