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23 Fevereiro de 2020 | 17h01 - Actualizado em 23 Fevereiro de 2020 | 17h01

Tocoistas pedem inclusão de Simão Toco nos manuais de ensino

Luanda - Os fiéis da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta ) sugeriram neste domingo, em Luanda, a inclusão do estudo da trajectória do profeta Simão Gonçalves Toco nos manuais de ensino em todos os níveis.

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Dom Afonso Nunes, Bispo da Igreja Tocoista

Foto: Lino Guimaraes

Fieis da IgrejaTocoista

Foto: angop

Esta proposta foi manifestada pelo seu líder, bispo Afonso Nunes, quando intervinha nas comemorações alusivas ao 102º aniversário do nascimento de Simão Toco que se assinala a 24 de  Fevereiro, tendo considerado que o Ministério da Educação de Angola já tem propostas concretas para a materialização deste desiderato.

Na sua óptica não se pode falar da independência de África em geral e de Angola em particular sem ter em conta o percurso histórico desse homem que para além de profeta  destacou-se como um nacionalista que consentiu inúmeros sacrifícios em prol da verdadeira liberdade do africano.

 Nesta senda, apelou às instancias de direito no sentido de se fazer uma maior divulgação dos feitos de Simão Toco que se distinguiu como um defensor da paz e do bem estar das populações.  

No entanto lamentou o facto de apesar África ter alcançado a sua independência politica continuar a ser um continente pedinte e dependente das grandes potencias quando na realidade tem inúmeras riquezas que uma vez bem geridas poderão contribuir para o seu  desenvolvimento económico e cientifico.

Reiterou a disposição da Igreja Tocoista em continuar a difundir em todos os continentes uma mensagem de alerta, justiça e paz , apostando na instrução e formação.

 Por seu turno, o bispo auxiliar dessa congregação religiosa, Simão Fernando Kibeta, é da opinião que cabe a todos os angolanos valorizarem os verdadeiros filhos da pátria dando-lhes a devida honra que merecem.

 Apontou como exemplo a atribuição ao profeta Simão Toco nos festejos do 43º aniversário da independência de  Angola da Ordem de Primeiro Grau da Luta de Libertação Nacional.  

Neste contexto o pastor Félix Bango, membro da direcção central da igreja Tocoista, afirmou que a personalidade do Profeta Simão Toco tem sido cada vez mais valorizado por parte do estado angolano.

Entretanto o fiel Monteiro Kapunga afirmou que a valorização da figura de Simão Toco está  patente na trajectória da Igreja de Nosso Senhor Jesus  Cristo no Mundo, bem como nos estudos que têm sido realizados por académicos de diversos países.

Dados biográficos de Simão Toco

Simão Gonçalves Toco nasceu a 24 de Fevereiro de 1918, na aldeia de Sadi Nzulumongo, no município de Maquela do Zombo, província do Uíge, e seu desaparecimento físico aconteceu a 31 de Dezembro de 1983, aos 65 anos, em Luanda. Ao longo dos seus 65, Simão Toco ficou preso 34 anos.

Enquanto menino e Jovem foi humilde, obediente, laborioso e apresentava sabedoria extraordinária em tudo. Na vida académica era um exímio matemático.

De acordo com sua biografia, cresceu sob cuidados dos missionários da BMS “Baptista Missionary Society” até o dia do seu chamamento para a missão difícil, mas nobre de libertação dos povos oprimidos.

Simão Toco viveu em comunhão de mesa com os pais de Agostinho Neto, o reverendo Pedro Agostinho Neto.

Em 1936 concluiu o antigo curso dos liceus, na Escola Nacional Salvador Correia, onde foi colega de Agostinho Neto, e regressou à Missão do Bembe, Uíge;

Enquanto professor da Missão Baptista do Bembe (1937-1942) notou práticas de injustiças, desigualdades e tratamento desumano sobre as questões socio-laborais. Como contestação dirigiu uma carta aberta de protesto aos missionários.

Sendo virtuoso e irredutível na defesa da Palavra de Deus, em 1946 é convidado a participar de uma Conferência Missionária Internacional, de 15 a 20 de Julho, no ex-Congo Belga, actual RDC, organizada pelos Missionários Protestantes do mundo inteiro entre africanos, europeus e americanos na qual estiveram 199 delegados de 12 nacionalidades e 41 sociedades missionárias diferentes.

Dentre os delegados estavam três negros de Angola (Gaspar de Almeida, Jessé Chiula Chipenda e Simão Toco), indicados para dirigirem orações a Deus.

Dados sobre o seu engajamento religioso referem que, para Simão Toco, os Missionários Europeus drs. Tucker e Brechet disseram: “Simão, peça somente a Deus o Poder do Espírito Santo, condição sem a qual o continente africano nunca será libertado, por causa das densas trevas satânicas". "E Simão Toco orou durante três minutos, pedindo o poder do Espírito Santo".

Fiéis tocoístas acreditam que, a 25 de Julho de 1949, surgiu o fenómeno de Pentecostes em África, à meia-noite, e Deus derramou o Poder do Espírito Santo, e com este acto divino a relembrança da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo que este ano completa 70 anos da sua missão.

Assuntos Angola   Sociedade  

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