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28 Fevereiro de 2020 | 17h20 - Actualizado em 28 Fevereiro de 2020 | 17h20

Sociedade civil elucidada sobre discriminação zero

Luanda - Mulheres de diversos extractos sociais e sociedade civil celebraram de forma antecipada, nesta sexta-feira, o Dia Mundial de Zero Discriminação, instituído pelas Nações Unidas, sob o lema “Zero discriminação contra as mulheres e raparigas”.

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O encontro, promovido pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, visou mostrar os efeitos da discriminação contra as mulheres e meninas nos diferentes contextos, assim como contribuir para a mudança de mentalidade sobre as mais variadas formas de distinção.

Segundo a responsável da Direcção Nacional dos Direitos a Mulher Igualdade e equidade de Género, Cesaltina Romeu, decidiram antecipar a data da efeméride pelo facto de que o 1 de Março calhar no domingo e as pessoas têm responsabilidades com as suas famílias.

Ao abordar o tema “Discriminação contra mulheres vivendo com VIH/Sida”, a presidente da Associação Mwenho, Rosa Pedro, apelou as famílias e a sociedade a velar pelo diálogo, evitando o estigma e a discriminação.

Referiu que a pessoa que vive com a doença deve se aceitar primeiro e deixar que seja ajudada, evitando o isolamento que leva a depressão.

Para a responsável do Comité da Mulher Cega, Madalena dos Anjos Neves, discriminar é matar, razão pela qual o Estado deve trabalhar mais para que a inclusão seja efectiva.

Ressaltou que as mulheres já são discriminadas pelo facto de serem mulheres e se tiver deficiência o facto duplica, situação que deve ser colmatada com acções de sensibilização e informação à sociedade.

Já a representante do Instituto Nacional de Luta contra as Drogas (INALUD), Catarina Mixinge Capita, disse que a instituição controla 9.431 utentes usuários de drogas a nível do país que são acompanhados desde 2015.

O também ponto focal de Angola na União Africana em relação ao uso das drogas explicou que os usuários não devem ser discriminados, mas sim amparados pelos familiares que devem acompanhar o tratamento, atendendo que muitos chegam a ser internados no único centro de reabilitação do país localizado na província do Bengo.

“Ninguém deve ser discriminado, seja homem ou mulher”, frisou.

O Dia Mundial de Zero Discriminação, celebrado globalmente a 1 de Março, é uma oportunidade para destacar como todas as pessoas podem fazer parte da transformação e se posicionar em favor de uma sociedade mais justa.

É uma ocasião para a união de todas as pessoas pelo fim da discriminação e pela celebração do direito de cada indivíduo a uma vida plena, produtiva e digna sem separação de nacionalidade, idade, deficiência, origem étnica, orientação sexual, identidade de género, religião, língua e qualquer outro factor.

Assuntos Angola  

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