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06 Agosto de 2020 | 12h33 - Actualizado em 06 Agosto de 2020 | 12h32

Falta de Iluminação "inibe" combate ao crime em bairros da Catumbela

Catumbela - A falta de iluminação pública, associada ao mau estado dos acessos aos bairros da zona alta do município da Catumbela, está a dificultar, nos últimos dias, o combate eficaz à criminalidade na periferia, apurou hoje, quinta-feira, a Angop.

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Vista Parcial da sede municipal da Catumbela

Foto: Antonio Escrivao

Os dados foram avançados pelo inspector-chefe Henriques Miguel, do comando municipal da Polícia Nacional na Catumbela, segundo o qual existem, actualmente, “pontos negros” em termos de segurança pública nos bairros do Alto Niva, Caputo, Lombroque e o Luongo, principalmente no período da noite.

Por detrás da situação, aponta a falta de iluminação pública, as dificuldades de acesso aos referidos bairros, sobretudo da zona alta, para além do facto de o comando local da polícia contar com uma única viatura, o que impossibilita chegar atempadamente àquelas áreas.

Mesmo com poucos recursos materiais e humanos, o oficial garante que, com a contribuição dos sobas dos bairros na denúncia dos marginais, a corporação tem feito o seu trabalho e que a comuna-sede da Catumbela apresenta maiores índices de conflito criminal.

“Algumas zonas acidentadas, como o Alto Niva, não dão facilidade de manobra, no período noturno”, realçou, exemplificando que no primeiro semestre a média foi de 0, 4 crimes/dia, números que, como referiu, não transmitem sensação de insegurança pública ainda.

Com 88 crimes registados em seis meses, sendo 78 sido esclarecidos e 15 económicos, o oficial não revelou os dados estatísticos comparativos face a 2019, mas caracteriza a situação de segurança pública na Catumbela como calma.

Independemente da responsabilidade da polícia como instituição na linha da frente do combate ao crime, Henriques Miguel gostaria que a população participasse mais na redução dos níveis de criminalidade, no âmbito do plano de contingência.

Assaltos tiram sono à igreja Católica

O pároco da Missão da Catumbela, padre Paulino Koteca, mostra-se preocupado com os frequentes assaltos às instituições católicas, como centro médico, escola e a própria igreja.

O sacerdote sugere uma outra estratégia de actuação da polícia, não obstante a exiguidade de meios, e enfatiza que os becos do Alto Niva ou Caputo não podem inibir os agentes da polícia de combater a criminalidade.

Para o pároco, o que mais contribui no sentimento de insegurança é o facto de que, quando um marginal é levado à polícia “mal entra, sai logo”, o que deve ser corrigido, sob pena de os cidadãos praticarem justiça por mãos próprias.

Com uma divisão administrativa que compreende as comunas da Catumbela (vila-sede), do Gama, Praia do Bebé e do Biópio, no município da Catumbela vivem mais de 205 mil habitantes.

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