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08 Agosto de 2020 | 17h02 - Actualizado em 08 Agosto de 2020 | 17h02

PJ investiga caso "Baixa de Kassanje"

Luanda - A Polícia Judiciária Portuguesa (PJ) está a investigar o caso das supostas 200 crianças angolanas abrigadas num barracão, no bairro da Baixa de Kassanje, em Luanda.

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O caso ganhou contornos em Angola depois da exibição de uma reportagem da televisão portuguesa SIC, apoiada em denúncias da Associação Pedacinho do Céu, sediada na região de Olhão, Algarve.

A reportagem, intitulada " Os meninos de Kassanje", dá conta da existência de pelo menos 200 crianças subnutridas e com grandes vulnerabilidades abrigadas no barracão.

Entretanto, as autoridades angolanas já declararam que, em princípio, não existe qualquer abrigo com essas supostas crianças, facto confirmado pelo autor das imagens que deram corpo à reportagem da SIC.

Trata-se do cidadão Hélder Silva, que diz ter sido manipulado pela  Pedacinhos do Céu para o envio destas imagens, a fim de facilitarem a concretização de uma campanha a favor das supostas vítimas.

Conforme Hélder Silva, que já foi detido pelas autoridades policiais, a reportagem exibida pela SIC não retrata a realidade dos factos.

O cidadão afirmou, inclusive, que algumas das imagens integradas na peça jornalística não são suas, sendo de autoria desconhecida.

Depois das denúncias, a associação Pedacinhos do Céu suspendeu a campanha de angariação de fundos para ajudar as supostas 200 crianças.

De acordo com o jornal português O Público, a Associação Pedacinho de Céu não pediu autorização para angariar fundos, nem é uma ONG nem Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).

O jornal adianta que o gabinete da ministra de Estado e da Presidência afirma que  a associação não consta dos registos da Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros, nem da lista pública das organizações não-governamentais para o desenvolvimento (ONGD), não sendo também uma IPSS.

Conforme a publicação portuguesa, o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária como suspeita de burla, referindo também que a Procuradoria-Geral da República (PGR)  instaurou  um inquérito.

O jornal avança que a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna frisa não ter recebido qualquer pedido de autorização para angariação de receitas por parte da Pedacinho do Céu. “Caso se verifique que o caso se trata de uma burla, pode estar em causa uma coime entre os 2493 euros e os 4987 euros”, assevera.

A propósito das investigações, a responsável da instituição em causa, Fátima Bata, afirmou não ter nada a esconder.

“Não tenho nada a esconder. Coloco-me à disposição da polícia", garantiu.

"A polícia até está demorar, quem não deve não teme", diz, informando que a angariação de donativos ficou pelos 340 euros.

Assuntos Angola  

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