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16 Setembro de 2020 | 19h43 - Actualizado em 16 Setembro de 2020 | 22h19

Deputado do MPLA incentiva jovens a investigar obras de Neto

Luanda - A juventude angolana foi, nesta quarta-feira, em Luanda, incentivada a investigar a vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.

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O deputado do MPLA, Mário Pinto de Andrade, que falava perante jovens no Jango do Herói Nacional realizado na Mediateca Zé Dú, referiu que motivar os jovens a lerem e pesquisarem sobre Agostinho Neto permitirá que a nova geração conheça o seu contributo na afirmação de Angola no contexto das nações.

Sublinhou a importância de se reverem em obras como “Renúncia Impossível” e “Sagrada Esperança” para se actualizarem sobre o seu empenho, luta e, principalmente a sua a atenção e aproximação para com a juventude.

Por sua vez, o embaixador Hermínio Escórcio disse que a manutenção e divulgação da literatura de Agostinho Neto, aliada com palestras, será decisivo para os mais novos conhecerem a origem da nação angolana e os seus precursores.

O secretário de Estado para a Juventude, Fernando João, considerou o evento de oportunidade de partilha de experiência e aprendizagem sobre a vida do poeta maior.

Explicou que a perpetuação do legado de Neto é uma responsabilidade colectiva que deve engajar todos os angolanos sem excepção para inspirar os mais novos, por uma cidadania comprometida com o bem comum.

O Jango do Herói Nacional, que baseou-se na história de Neto, enquadra-se na celebração do nascimento de Agostinho Neto, há 98 anos, a 17 de Setembro de 1922, tendo falecido a 10 de Setembro de 1979, por doença.

António Agostinho Neto foi, na década de 1950, secretário-geral da delegação em Coimbra da Casa dos Estudantes do Império e membro fundador do Centro de Estudos Africanos, em conjunto com Amílcar Cabral (Guiné-Bissau), Mário Pinto de Andrade (Angola), Marcelino dos Santos (Moçambique) e Francisco José Tenreiro (Angola), bem como, mais tarde, fundador do Clube Marítimo Africano.

Devido a sua participação activa nos movimentos estudantis nacionalistas, foi preso diversas vezes pela polícia política portuguesa (PIDE), dando origem a campanhas internacionais de solidariedade para a sua libertação.

Em 1962 ascendeu à presidência do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), cargos também ocupados por Ilídio Machado e Mário Pinto de Andrade, que passaram a ser reconhecidos pelo partido, em 2018, durante o seu VI Congresso Extraordinário.

Ao longo da década de 1970, Neto liderou as actividades políticas e de guerrilha do MPLA e o processo de descolonização (1974/75) a partir de Argel (Argélia) e Brazzaville (República do Congo), até ao seu regresso a Angola para proclamar a independência nacional, tornando-se então no primeiro Presidente de Angola.

O Médico e estadista proclamou a independência de Angola em 11 de Novembro de 1975, depois de longos anos de colonização portuguesa.

Como homem de cultura, as manifestações culturais tinham de ser antes de mais a expressão viva das aspirações dos oprimidos, a arma para a denúncia dos opressores e um instrumento para a reconstrução da nova vida.

A atribuição do Prémio Lótus, em 1970, pela Conferência dos Escritores Afro-asiáticos, Prémio Nacional de Cultura em 1975 e outras distinções são reconhecimentos internacionais dos seus méritos no domínio das artes.

Entre os trabalhos de destaque constam “Náusea” (1952), “Quatro Poemas de Agostinho Neto” (1957), “Com os olhos Secos”, edição bilingue português-italiano (1963), “Sagrada Esperança” (1974), “Renúncia Impossível” (edição póstuma 1982) e “Poesia” (edição Póstuma 1998).

Assuntos Angola  

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