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18 Setembro de 2020 | 11h57 - Actualizado em 19 Setembro de 2020 | 08h24

Templos reabrem em Luanda após seis meses

Luanda - Seis meses depois de encerrarem as portas, por causa da pandemia da Covid-19, os templos das igrejas reabrem oficialmente ao público, este sábado (19), em Luanda.

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Um ângulo da Igreja Católica em São Paulo " Luanda"

Foto: Domingos Cardoso

A retoma dos cultos vem no cumprimento do último Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, em vigor desde o dia 09 do presente mês, que impõe medidas rígidas de biossegurança dentro dos templos.

Para o efeito, as congregações religiosas criaram condições de biossegurança exigidas pelas autoridades sanitárias para evitar a propagação do vírus, com destaque para equipamentos de higienização para a lavagem das mãos.

Ao abrigo do Decreto Presidencial, as igrejas estão igualmente obrigadas a criar condições para o cumprimento do uso de máscaras, dentro e fora dos recintos, e medição de temperatura.

Em declarações à Angop, a secretaria-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), Reverenda Deolinda Dorcas Teca, afirmou que as congregações membros foram orientadas para observância rigorosa das medidas.

Isto passa pela higienização ou desinfecção das mãos, uso de máscaras faciais e distanciamento de dois metros durante as celebrações.

 Foram, por outro lado, ministrados seminários aos líderes religiosos, com vista a traçarem estratégias adequadas para que as igrejas não constituam focos de propagação do vírus.

Neste contexto, 70 líderes da Igreja  Evangélica Reformada de Angola (IERA) participaram de  uma acção formativa, para dar seguimento às  medidas de biossegurança, distanciamento social, entre outros aspectos.

A acção contou com a colaboração de técnicos do Ministério da Saúde, que ministraram conhecimentos relativos à prevenção e desinfestação das salas, gabinetes, e uso dos equipamentos de biossegurança.

Em cada culto, só poderá ser ocupada, inicialmente, 50 por cento da capacidade dos templos, devendo as paróquias que ainda não tiverem criadas as condições  exigidas absterem-se de realizar cerimónias religiosas.

A Igreja Metodista Unida irá realizar, numa primeira, fase um culto aos sábados e dois aos domingos, com duração de duas horas cada.

Nas cerimónias será prestada atenção especial  aos fiéis do grupo de risco (idosos, hipertensos e diabéticos), conforme assegurou o líder da igreja, Bispo Gaspar Domingos.

Em relação às crianças, reiterou que a igreja fará dois cultos diários, aos domingos (das 8h00 às 9h00 e das 11h00 às 12h00), reservando, por outro lado, lugares especiais para os idosos.

Os líderes metodistas orientam os fiéis impedidos de estar presentes nas igrejas a realizarem cultos familiares e usarem redes sociais, como Youtube e WhatsApp, onde são colocados sermões e mensagens de meditação.

Já a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoista), de acordo com o seu líder Bispo Afonso Nunes, tem todas as condições criadas para a reabertura dos cultos a nível nacional, com celebrações a partir de domingo .

Sobre o número de fieis a participarem nos cultos, adiantou que, numa primeira fase, será  realizado apenas um culto aos sábados e  domingos, com vista a analisar o cumprimento das medidas de biossegurança.

 Posteriormente, a direcção decidirá sobre a pertinência do aumento dos cultos.

De igual modo, a Igreja de Jesus Cristo sobre a Terra ( Kimbanguista) realizará um culto aos sábados e dois aos domingos, com duração de duas horas cada, tendo sido criadas todas as condições de biossegurança.  

O líder da congregação, Paul Kissolokele,  afirmou que, numa primeira fase, participarão em cada culto cerca de mil fieis, cumprindo com o distanciamento físico e o uso o de máscaras.

Já a Igreja Teosófica Espírita prevê realizar, numa primeira fase, apenas um culto por semana, aos domingos, em um templo, prevendo-se o seu alargamento a posterior.   

Sem poder exceder os 50 por cento de cada local de culto, as instituições religiosas podem celebrar actividades dois dias por semana (sábados e domingos ). Os restantes dias são para higienização dos locais de culto.

Devem higienizar as superfícies, mãos à entrada dos locais de culto, assegurar o uso obrigatório de máscara facial, distanciamento de, no mínimo, 2 metros entre fiéis, ventilação constante dos espaços de culto e higienização obrigatória após cada celebração.

Assuntos Angola  

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