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18 Outubro de 2020 | 14h23 - Actualizado em 18 Outubro de 2020 | 14h42

Manuel Homem nega censura na Zimbo

Luanda - O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de informação e Comunicação Social, Manuel Homem, negou, neste domingo, a existência de censura na TV Zimbo e outras empresas do sector que reverteram recentemente para o Estado angolano.

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MINISTRO DAS TELECOMUNICAÇÕES, TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO SOCIAL, MANUEL HOMEM

Foto: Gaspar dos Santos

Ao intervir na cerimónia alusiva aos 45 anos da Televisão Pública de Angola (TPA), afirmou que os órgãos apreendidos a entidades privadas continuam a trabalhar "normalmente".

Conforme o titular da pasta, estas empresas, constituídas com fundos públicos e detidas até então por agentes privados, mantêm-se fiéis às suas linhas editoriais.

Com este pronunciamento, Manuel Homem respondia a insinuações da sociedade civil de uma suposta interferência do Governo na TV Zimbo e noutras empresas.

Estas ideias ganharam corpo depois de uma denúncia do jornalista e economista Carlos Rosado, que afirmou, nas redes sociais, ter sido impedido de abordar um tema no espaço de análise "Directo ao Ponto" desta estação televisiva.

Noutro domínio, o ministro Manuel Homem assegurou que o Estado está a trabalhar para concretizar, até 2021, o processo de privatização destas empresas. 

Trata-se de empresas do sector que passaram para a esfera do Estado, este ano, ao abrigo da Lei de Repatriamento de Capitais e Perda Alargada de Bens. 

No âmbito deste processo, revertaram para o Estado as empresas do Grupo Media Nova (Tv Zimbo, jornal O País e Rádio Mais), bem como do grupo Interactive Empreendimentos Multimédia, Lda (TV Palanca, Rádio Global e Agência de Produção de Programas de Aúdio e Visual).

"O Executivo mantém o seu compromisso de conservar os postos de trabalho nestes órgãos, continuar a garantir o pagamento dos salários aos seus trabalhadores e de pugnar pela pluralidade e diversidade da informação", rematou.

Assuntos Angola  

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