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13 Fevereiro de 2012 | 11h19 - Actualizado em 13 Fevereiro de 2012 | 14h56

ENANA comemora hoje 32 anos da sua criação

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ENANA implementa plano de reabilitação e modernização de aeroportos do país

Foto: Angop

Luanda - A Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA) comemora hoje, segunda-feira, o 32º aniversário da sua criação.
 
Em 11/05/1954, em resposta ao crescimento do tráfego aéreo, foi criado em Angola o serviço de Aeronáutica Civil, que tinha como objectivo exercer a actividade reitora da aviação civil e, ao mesmo tempo, gerir e administrar os principais aeroportos.
 
O decreto nº 14, de 13 de Fevereiro de 1980, cria a ENANA, sob tutela do Ministério dos Transportes, separando-a da Direcção Nacional da Aviação Civil que, por força de um outro despacho, ficou integralmente vinculado ao quadro orgânico do Ministério dos Transportes.
 
O Conselho de Ministros, através do decreto nº 27/98, aprova o estatuto orgânico da ENANA como Empresa Pública e, em Novembro de 1999, é nomeado o primeiro Conselho de Administração da Empresa.
 
Em 30 de Agosto de 2000 foi aprovado pelo Governo da República de Angola o Plano Director Estratégico do Complexo Aeroportuário de Luanda.
 
Em Outubro de 2008, o Governo da República de Angola, sob proposta da ENANA-EP, autorizou a empresa a celebrar um contrato para a execução do projecto de ampliação e remodelação do Terminal de voos internacionais.
 
Actualmente, a Aerogare do Aeroporto Internacional ? 4 de Fevereiro? ocupa uma área de vinte e nove mil metros quadrados, contra os treze mil metros quadrados da área anterior, e conta com um Terminal de passageiros modernizado e ampliado com duas salas de embarque apetrechadas com vinte e seis balcões de check-in, contra os 12 anteriores, que têm a capacidade para albergar aproximadamente três milhões e seiscentos mil passageiros por ano.
 
A sala de embarque tem uma capacidade de 850 passageiros, em hora de ponta, contra os 400 passageiros, anteriores.
 
De 2008 a presente data, foram reabilitados e apetrechados aeroportos como os do Lubango, Benguela, Mbanza Congo, Kuito, Luanda, Huambo, Malanje, Ondjiva, Cabinda, assim como recentemente o aeródromo de Carianga, na província do Kwanza Norte.
 
Os aeroportos do Cuito Cuanavale e de Menongue, ambos na província do Kuando Kubango, têm as obras de reabilitação, modernização e apetrechamento na sua recta final.
 
Os aeroportos do Dundo, Soyo, Luena e Saurimo vão beneficiar também de obras.
 
Um novo aeroporto está a ser construído a 40 quilómetros do centro da cidade Luanda. Essa infra-estrutura, cujas obras iniciaram em 2008, terá a sua primeira fase inaugurada em finais de Agosto deste ano.
 
Neste momento, estão a ser erguidos os terminais, as bases para construção da torre de controle e a compactação com inertes das duas pistas, norte e sul.
 
A pista norte do aeroporto terá 4.200 metros de comprimento e 60 de largura, enquanto a sul 3.800 metros de comprimento e 75 de largura, com capacidade para receber o maior avião comercial do mundo, o Airbus A380.
 
Espera-se que até Agosto deste ano possam estar concluídas as obras da torre de controle, edifício da administração aeronáutica, terminal VIP, área dos bombeiros, zona de voos norte e edifício do terminal principal.
 
O fluxo anual de carga será de 600 mil toneladas/ano, área da placa do estacionamento dos aviões com cerca de 582 mil metros quadrados e área para manobra dos aviões com cerca de 5.125 metros quadrados.
 
Os terminais do aeroporto de Luanda vão albergar cerca de 31 mangas, sendo 20 para a área internacional e 11 para a área doméstica.
 
É pretensão das autoridades angolanas transformar o referido aeroporto numa placa giratória para os voos na região da África Austral, a semelhança do aeroporto internacional Oliver Tambo, em Joanesburgo, na África do Sul, esperando-se que cerca de 15 milhões de passageiros/ano possam passar por lá.
 
Essa visão do Executivo enquadra-se na estratégia de desenvolvimento do país, articulando-se o sector dos transportes e valorizando a posição geo-estratégica de Angola.
 
São infra-estruturas que estão a ser edificadas, não só com os olhos postos no presente, mas sobretudo no futuro, e mais importante ainda, com os padrões de segurança e outros itens em conformidade com as exigências da Organização Internacional de Aviação Civil.
 
Conforme palavras do Presidente Eduardo dos Santos, recentemente, na Assembleia Nacional, "o sub-programa dos transportes foi o que mais cresceu, e a prová-lo, estão aí os aeroportos para quem quiser ver".
 
Contudo, embora se saiba que a crise económica mundial, da qual os angolanos não ficaram imunes, foi um dos motivos, senão o principal, que levou ao atraso de algumas das empreitadas, mas trabalho e celeridade é necessário, e quiçá cogitar-se a elevação da categoria de alguns dos aeroportos aqui mencionados para internacional, para que se descongestione o de Luanda.