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16 Maio de 2019 | 19h42 - Actualizado em 16 Maio de 2019 | 20h46

Complexo Mangais abre portas ao Golf

Luanda - Pela primeira vez, desde a independência nacional, Angola alberga o prestigiado torneio "Presidential Golf Day", a 18 de Maio, no Complexo Mangais Golf Resort, uma das mais imponentes infra-estruturas turísticas erguidas junto à foz do Rio Kwanza, em Cabo Ledo.

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Vista frontal do Complexo Turístico Mangais.

Foto: Nelson Malamba

Vista parcial do Complexo Turístico Mangais.

Foto: Nelson Malamba

(Por Marcelino Camões e Ventura Bengo)

Trata-se de um evento que corporiza o desporto e o turismo, que trará ao país distintas personalidades políticas e homens de negócios de várias partes do Mundo.

A prova surge de uma iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, no âmbito da política de diversificação da economia, que privilegia áreas como turismo e agricultura.

Para abrilhantar o mega evento, virão ao país 80 jogadores de uma comitiva de 300 representantes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Reino Unido, Japão e Turquia, que competirão no "green" da região do Cabo Ledo.

Os participantes da prova, cuja primeira tacada será dada pelo Chefe de Estado Angolano, começaram a chegar ao país na última terça-feira.

Além da componente desportiva, Angola busca, com o Presidential Golf Day, de carácter não competitivo, promover a interacção entre homens de negócios que farão parte do Fórum Mundial do Turismo, entre 23 e 25 deste mês, em Luanda.

A ideia é "apresentar" o país, por via deste desporto associado mundialmente à elite empresarial, visando a criação de condições de parcerias nos diversos domínios da economia nacional, à semelhança do que acontece em várias partes do mundo.

Desta feita, jogadores/empresários estrangeiros juntar-se-ão aos melhores atletas nacionais, com destaque para António Marçal (melhor jogador angolano de 2018), Nito Gomes (atleta revelação), Paulo Pedro, Fátima Zampetti e o consagrado Manuel Pedro Barros (tricampeão do Open TAP, em Portugal e no Brasil, em 1996, 1997 e 2007).

Este evento desportivo e turístico sucede à tentativa de realização, em Fevereiro de 2016, do primeiro “Open Internacional em Golfe em Angola”.

Mangais – um espaço de conforto

Dada a sua dimensão, nada melhor que um espaço turístico acolhedor, como o Complexo Mangais Golf Resort, a 60 quilómetros do centro da cidade de Luanda.

A Fazenda dos Mangais, ainda com obras em curso, cobre uma área de 450 hectares e funciona em pleno, desde 2011. Conta com dez "bungalows" (suites) de estilo tradicional africano, que sobressaem no meio da vegetação.

Dispostos à distância, as suites garantem privacidade aos usuários e são um refúgio tranquilo e adequado para contemplar a natureza. A zona envolvente dos bungalows simboliza, para o visitante – turista, uma imagem tipicamente africana.

Palmeiras, bancos e sofás (feitos a partir do aproveitamento de troncos de árvores), recipientes para lixo envolvidos com folhas de palmeiras completam o adorno peculiar de África.

O projecto, que envolve a construção de um hotel, tem ainda uma marina (parque) fluvial para 30 embarcações, um aeródromo com pista asfaltada de 2 km, táxi-way de acesso a vivendas, área de lazer com campos de ténis e outras ofertas internas.

Trata-se de um condomínio com condições especiais únicas de conforto, onde a tónica fundamental é a maximização da utilização da oferta natural, proporcionada pela localização do empreendimento ecoturístico.

Mangais está bem junto ao Parque Nacional da Quissama, onde existe diversidade nas espécies, desde elefantes, girafas, bâmbis, leque, tartarugas, cobras, gnus, crocodilos, hipopótamos, zebras, manatins, aves diversas, esquilos e macacos.

Campo de golfe

Desenhado pelo prestigiado arquitecto português Jorge Santana da Silva (desenvolveu projectos em diversos outros países), o palco do Presidential Golf Day está em vias de ser reconhecido pela Associação Profissional dos Golfistas (PGA).

Construído com elevados padrões de exigência e qualidade, o campo tem 18 buracos com a distância máxima de cerca de sete mil metros, forte característica de um "championship course".

Actualmente, decorre a construção de um segundo recinto, com a mesma dimensão, e a médio prazo inicia-se a edificação do terceiro e último.

De igual modo, existe um espaço em que se desenvolvem as modalidades de pólo e a equitação.  Dez atletas, nesta fase embrionária, dão corpo ao projecto dinamizador que prevê o alargamento para a pesca desportiva, dada a proximidade com o Rio Kwanza.

A grande escolha de "tees", com seis marcas de saída, proporciona ao atleta eventual a escolha de jogar um percurso, mais ou menos longo, segundo o seu nível ou desejo.

O projecto está perfeitamente integrado com a natureza e respeita a fauna e a flora, não fosse este empreendimento de cariz ecológico. Observa-se grande preocupação na construção das infra-estruturas, no sentido de reduzir ao mínimo o impacto ambiental.

Golfe no mundo

A modalidade de golfe surgiu na Escócia, no final da primeira metade do século XVIII. Foi nesta época que foram criadas as primeiras regras e associações de jogadores no Reino Unido, elaboradas em 1744 pela Companhia de Golfistas, em Edinburgo.

O termo golfe tem origem na palavra alemã "kolbe", cujo significado é taco. Dados de 2018 estimavam a existência de 86 milhões de praticantes em todo o globo terrestre.

Regras básicas

Com uma bola de cor branca (não superior 45,93 gramas e com diâmetro não inferior a 42,67 milímetros), uma partida de golfe pode durar até dias. É disputada num campo de 18 buracos com 6,4 quilómetros de extensão.

Durante uma partida, o atleta deve acertar a bola em todos os buracos do campo.

Os jogadores utilizam tacos especiais para acertar a bola, com a menor quantidade possível de tacadas. Os buracos do campo são sinalizados com uma bandeira pequena de formato triangular e presa num mastro.

Golfe nas olimpíadas

O golfe entrou para o quadro de desportos olímpicos na segunda edição dos Jogos da Era Moderna, ou seja, em 1900. Nos Jogos Olímpicos de 1904, esta modalidade fez parte pela segunda e última vez do quadro olímpico.

Ficou de fora mais de um século e, nos Jogos Olímpicos de 2016, voltou a ser incluído. África do Sul está entre os países que mais se destacam na modalidade, a par dos Estados Unidos, Irlanda, Austrália, Alemanha, Inglaterra, Irlanda do Norte e Suécia.

O actual campeão olímpico "Rio de Janeiro2016" é o britânico Rose Justin. Em feminino é a sul-coreana Park Inbee.

Golfe em Angola

O golfe foi implementado em Angola há 84 anos. Em 1935 foi construído o primeiro campo de golfe no país, no Alto da Catumbela (Benguela).

Seis anos depois foi inaugurado, em Luanda, o campo Musseke Kasaca, actual Bairro do Golfe, e posteriormente surgiram nas cidades do Huambo, Dundo, Lunda Norte e do Soyo, na província do Zaíre.

Actualmente, o país conta apenas com três campos: o do Morro dos Veados (existe há 73 anos), situado no bairro do Benfica, município de Talatona, Mangais (Barra do Kwanza, município de Belas) e o campo da Chevron, província de Cabinda.  

Estimativas apontam que, em 2017, o país contava com 200 praticantes de Golfe.

Dia 4 de Maio de 2017 foram constituídos os membros da primeira Federação Angolana de Golfe (FAGOLFE), dirigida por uma comissão instaladora. Almir Soares foi o primeiro presidente da instituição.

Entre os melhores jogadores nacionais, realce para o capitão do Clube de Golfe de Luanda (CGL), o antigo pára-quedista Manuel Barros, bicampeão do torneio Tap (Portugal -1996/97) e campeão do Open Tap (Brasil -2007).

A nível nacional, os jogadores angolanos disputam o campeonato de golfe Ordem de Mérito Mangais/BFA, Torneio de Golfe Solidário e Taça Dipanda.

Internacionalmente, os angolanos têm participado em torneios africanos da zona 5, Torneios Tap (Portugal) e Open Tap (Brasil).

Angola irá albergar em 2020 o Torneio Africano de Golfe da Região – 5, uma oportunidade de regresso ao país dos golfistas, investidores e turistas presentes no "Presidential Golf Day".

Assuntos Angola  

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