Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Turismo

12 Maio de 2020 | 21h51 - Actualizado em 13 Maio de 2020 | 10h17

Covid-19: Hoteleiros denunciam ameaças de despedimentos

Lubango - O gabinete provincial da Hotelaria, Turismo, Juventude e Desportos da Huíla está a receber, desde Março, denúncias de hoteleiros, sobre ameaças de despedimentos, devido a alegados prejuízos causados pela suspensão dos serviços, facde à covid-19.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Hotel Chik Chik, uma das principais referências da Huíla, com a categoria de 4 estrelas

Foto: angop

O facto foi revelado à Angop, pelo director do referido gabinete, Osvaldo Lunda, referindo que, embora o Estado de Emergência acautele despedimentos ou suspensão do vínculo laboral, em caso de falência das unidades, nada se poderá fazer para manter os empregos.

Explicou que a força de trabalho nesse sector, a nível da Huíla, em 1.074 unidades hoteteliras e similares da província, é de 9.500 pessoas, dos quais 786 a trabalham em hotéis, 701 em hospedarias, 287 em complexos turísticos e 151 em pensões.

Neste particular, informou que 4.750 trabalhadores do sector podem perder o emprego no pós-covid-19, como resultados dos prejuízos que a pandemia está a provocar em hotéis, bares, restaurantes e agências de viagens, sendo, entertanto, necessário a intervenção do Estado.

“O gabinete está a manter diálogo com os operadores para impedir o despedimento de qualquer trabalhador durante o Estado de Emergência e para que o Governo encontre soluções para as perdas do momento”, adiantou, reconhecendo a baixa facturação destes empreendimentos.

Osvaldo Lunda salientou que o ramo hoteleiro foi, até bem pouco tempo, o terceiro maior empregador, depois da Construção Civil e do Comércio, ocupando uma taxa mínima necessária de 66%, contra os actuas cinco por cento, numa altura em que Angola contabiliza 45 casos positivos da covid-19.

Osvaldo Lunda declarou que o sector, no seu todo, sairá prejudicado, mas as agências de viagens passarão maiores dificuldades, pois vivem muito por conta da venda de serviços de terceiros, como companhias áreas, ferroviárias e rodoviárias hoje paradas.

 As 23 agências de viagens da província, por exemplo, anteriormente tinham uma facturação trimestral de 3. 169. 417 Kwanzas, conforme o relatório de 2019.

“(…) mesmo que retomem o negócio no pós-covid19, não será para breve que as pessoas retomem a vida normal de viagens, pelo que a recuperaçãao das agências não será imediatada, aí sim há maiores riscos de despedimentos”, frisou a fonte.

A Huila dispõe de 13 hotéis, 17 pensões, 14 complexos turísticos, 1 conjunto turístico, 86 hospedarias, 920 restaurantes e similares e 23 agências de viagens, com custos com o pessoal estimado em 309 milhões, 336 mil e 488 Kwanzas por trimestre.

Leia também
  • 09/10/2019 22:06:27

    Músico Gabriel o Pensador é atracção do festival de surf

    Luanda - O músico brasileiro Gabriel o Pensador é a figura de cartaz da 7ª edição do festival nacional de surf, denominado Social Surf Weekend (SSW), a realizar-se de 24 a 27 deste mês, em Luanda.

  • 30/09/2019 16:05:44

    Sector do turismo cria cinco mil postos de trabalho

    Luanda - Cinco mil novos postos de trabalho foram criados no sector do turismo, no terceiro trimestre de 2019, informou nesta segunda-feira, em Luanda, o Ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Jesus Maiato.

  • 30/09/2019 05:50:09

    Hotel Presidente conquista prémio

    Luanda - O hotel Presidente, localizado na capital do país, conquistou o prémio da Expo Hotel 2019, uma iniciativa da Associação dos Hotéis e Resorts de Angola (AHRA).